Théo-Filho era um dos escritores mais lidos no Brasil nos anos 20. Seus livros e crônicas, descrevendo a boemia parisiense e os vícios da elite brasileira, escandalizavam os moralistas. Consagrado muito cedo, o romancista-jornalista se voltou para o tema da praia no Rio de Janeiro. Entre 1925 e 1940, à frente do semanário Beira-Mar, Théo-Filho foi o intelectual que mais escreveu sobre assuntos balneários. Fez a apologia das banhistas, do bronzeamento, da exigüidade dos maiôs, do verão carioca, do turismo, dos esportes, do futebol na areia, dos clubes praianos e dos postos de salvamento de Copacabana, na época em que os banhos de sol se introduziam no repertório dos divertimentos ao ar livre. Théo-Filho produziu sua contribuição à praia de banhos brasileira durante uma vasta inflexão na história dos costumes, quando mudavam os padrões sociais de apreciação da nudez dos corpos, da pele morena e do calor tropical.


terça-feira, 29 de junho de 2010

15. Um observador fiel

A 3ª edição de Dona Dolorosa (1923) era quase um livro novo. No prefácio, Agripino Grieco comentou o gosto de Théo-Filho pela descrição dos “vícios” da alta sociedade.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

14. Salafrarices galantes

O último capítulo apresentou O Mundo Literário e seu círculo de colaboradores: Pereira da Silva, Agripino Grieco, Humberto de Campos, Medeiros e Albuquerque, Julia Lopes de Almeida, Chrysantheme, Benjamim Costallat, Mozart Monteiro, Coelho Neto, Clovis Bevilacqua, Evaristo de Morais, Afrânio Peixoto, Gilka Machado, Ronald de Carvalho etc.

terça-feira, 22 de junho de 2010

13. O Mundo Literário

Théo-Filho publicou A grande felicidade (1922) e Uma viagem movimentada (1922). Nesse mesmo ano, fundou O Mundo Literário, a revista da Livraria Editora Leite Ribeiro.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

12. 1922, um ano movimentado

No capítulo anterior, Théo-Filho defendeu As virgens amorosas do ataque de jovens moralistas – entre eles Barbosa Lima Sobrinho e Tristão de Ataíde – com os argumentos do naturalismo.

terça-feira, 15 de junho de 2010

11. O naturalismo das virgens

Théo-Filho foi nomeado cônsul em Bologne-sur-mer e lançou três livros – 365 dias de boulevard (1919), Do vagão-leito à prisão (1920) e o primeiro volume da sua “Crônica Social de uma Família Brasileira”, As virgens amorosas (1921).

sexta-feira, 11 de junho de 2010

10. Uma família brasileira

No último capítulo, apareceu em livro o romance Anita e Plomark, aventureiros (1917), com prefácio de Patrocínio Filho, que apresentou o jovem autor, identificado com o mundo do jogo, das drogas e dos divertimentos noturnos.

terça-feira, 8 de junho de 2010

09. Théo-Filho, aventureiro

Nas páginas da Gazeta, Theo-Filho publicou, em 1916, Anita e Plomark, aventureiros. Por causa de Nina Costa, o jornalista trocou tiros em plena avenida Rio Branco e acabou preso na Casa de Detenção, onde entrevistou João Candido.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

08. Da Gazeta à prisão

No anterior, Theotonio reencontrou o bas-fond parisiense e introduziu Patrocínio Filho na turma da rua Vintemille. Lançou Bruno Ragaz, anarquista (1913), passeou por praias e balneários europeus, tornou-se correspondente de guerra, mas retornou ao Brasil, depois da morte de Claire.

terça-feira, 1 de junho de 2010

07. Correspondente de guerra

No capítulo anterior, Theo e a namorada viveram entre Paris e Londres, como traficantes, depois vieram para o Rio de Janeiro, como contrabandistas. De volta à Europa, ele virou correspondente da Gazeta de Notícias e lançou Mme. Bifteck-Paff (1912).