Théo-Filho era um dos escritores mais lidos no Brasil nos anos 20. Seus livros e crônicas, descrevendo a boemia parisiense e os vícios da elite brasileira, escandalizavam os moralistas. Consagrado muito cedo, o romancista-jornalista se voltou para o tema da praia no Rio de Janeiro. Entre 1925 e 1940, à frente do semanário Beira-Mar, Théo-Filho foi o intelectual que mais escreveu sobre assuntos balneários. Fez a apologia das banhistas, do bronzeamento, da exigüidade dos maiôs, do verão carioca, do turismo, dos esportes, do futebol na areia, dos clubes praianos e dos postos de salvamento de Copacabana, na época em que os banhos de sol se introduziam no repertório dos divertimentos ao ar livre. Théo-Filho produziu sua contribuição à praia de banhos brasileira durante uma vasta inflexão na história dos costumes, quando mudavam os padrões sociais de apreciação da nudez dos corpos, da pele morena e do calor tropical.


sexta-feira, 30 de julho de 2010

24. A Cil

Com o fim do Mundo Literário, em 1925, Théo-Filho assumiu a redação de Beira-Mar. Homem de letras consagrado e ainda relativamente jovem, reorientou sua carreira para o tema da praia de banhos, adotando Copacabana como centro de suas preocupações.

terça-feira, 27 de julho de 2010

23. A virada para a praia

Concurso do semanário Fon-Fon, em 1925, colocou Théo-Filho em 7º lugar numa lista dos maiores escritores brasileiros em atividade, encabeçada por Coelho Neto.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

22. Os maiores brasileiros vivos

Em Quando veio o crepúsculo (1926), quinto volume da Crônica Social, Théo-Filho, antes de matar seu personagem autobiográfico, fez um retrato da Livraria Leite Ribeiro, com seus freqüentadores, Pereira da Silva, Benjamim Costallat, Humberto de Campos, Peregrino Junior, Graça Aranha, Zilah Monteiro, Ítala Ferreira, Romeu de Avellar, Harold Daltro e outros.

terça-feira, 20 de julho de 2010

21. A morte de Claudio Lacerda

O quarto título da Crônica Social de uma Família Brasileira, O perfume de Querubina Doria (1924), revelou-se um romance autobiográfico, em que Théo-Filho abordou o relacionamento com suas paixões.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

20. Os amores de Claudio Lacerda

Théo-Filho lançou o terceiro volume da Crônica Social de uma Família Brasileira, Ídolos de barro (1924), romance ambientado no episódio recente da derrubada do morro do Castelo, no centro do Rio de Janeiro.

terça-feira, 13 de julho de 2010

19. A crônica da atualidade

Em 1923, Théo-Filho ajudou a fundar e se tornou secretário de redação da revista mensal Nação Brasileira. Reconciliado com o emprego público, fazia na cena nacional o papel de jovem escritor de sucesso (e para ser mais persuasivo, mentia a idade).

sexta-feira, 9 de julho de 2010

18. Jovem escritor bem-sucedido

Segundo Agripino, Théo-Filho estava para a zona sul como Lima Barreto estava para a zona norte do Rio de Janeiro. O autor da Crônica Social de uma Família Brasileira não economizava na crítica à elite com que ele próprio se identificava.

terça-feira, 6 de julho de 2010

17. O pessoal de Botafogo

Na crítica a Uma viagem movimentada, Agripino Grieco fez o elogio da literatura transatlântica de Théo-Filho, identificada com a Europa e sua vida balneária elegante.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

16. Transatlantismo

Agripino Grieco publicou, em Caçadores de símbolos, longo artigo sobre Théo-Filho, onde discutiu a importância do realismo na sua obra.