Théo-Filho era um dos escritores mais lidos no Brasil nos anos 20. Seus livros e crônicas, descrevendo a boemia parisiense e os vícios da elite brasileira, escandalizavam os moralistas. Consagrado muito cedo, o romancista-jornalista se voltou para o tema da praia no Rio de Janeiro. Entre 1925 e 1940, à frente do semanário Beira-Mar, Théo-Filho foi o intelectual que mais escreveu sobre assuntos balneários. Fez a apologia das banhistas, do bronzeamento, da exigüidade dos maiôs, do verão carioca, do turismo, dos esportes, do futebol na areia, dos clubes praianos e dos postos de salvamento de Copacabana, na época em que os banhos de sol se introduziam no repertório dos divertimentos ao ar livre. Théo-Filho produziu sua contribuição à praia de banhos brasileira durante uma vasta inflexão na história dos costumes, quando mudavam os padrões sociais de apreciação da nudez dos corpos, da pele morena e do calor tropical.


terça-feira, 31 de agosto de 2010

33. A juventude dos "clubs" praianos

Théo-Filho lançou Praia de Ipanema (1927), sexto romance da Crônica Social de uma Família Brasileira. As idéias do protagonista se fundavam no mesmo modelo balneário das praias freqüentadas pelas elites européias, que o autor transmitia através de Beira-Mar.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

32. O modelo O'Kennutchy Guimarães

Pela tradição, a “sauvetage” nas praias cariocas era particular. Em 1917, a Prefeitura tinha inaugurado os seis primeiros postos de salvamento oficiais, em Copacabana. Dez anos depois, os editores de Beira-Mar apoiavam mensagem do intendente municipal João Clapp Filho pela modernização do serviço salvamento.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

31. O serviço de "sauvetage" em Copacabana

No verão de 1926, cariocas já eram vistas tomando banhos de sol. Para desgosto dos moralistas, reforçava-se a tendência da moda a um “maillot” cada vez mais curto. Cronistas mundanos, como Waldemar Bandeira, da Gazeta de Notícias, participaram do debate em torno desse processo.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

30. A vitória das andorinhas de "maillot"

Em 1926, freqüentadores de Copacabana, representados por Beira-Mar, já reclamavam da poluição das areias provocada pelas saídas de esgoto e pelas fezes dos cães trazidos à praia pelos próprios moradores.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

29. Ameaças humanas e caninas

Violentas ressacas ameaçavam as instalações urbanas do Rio de Janeiro. Em 1926-27, os banhistas de Copacabana reivindicavam a reposição das antigas escadinhas, entre a avenida Atlântica e as areias, que o mar havia destruído e os engenheiros não previram nas obras de reconstrução da orla.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

28. As ressacas e as escadinhas

Théo-Filho começou a escrever suas matérias de capa em defesa dos interesses de Copacabana. Atacava, por exemplo, o grande inimigo da vida praiana, o inverno, comparando favoravelmente as praias cariocas às praias do hemisfério norte que lhe serviam de modelo de elegância, Nice, Deauville, Biarritz, Miami etc.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

27. A praia na primeira página

Ao ingressar em Beira-Mar, em 1925, Théo-Filho criou “Mi-Esú”, a bela espiã. Começaram a colaborar o poeta Harold Daltro, o médico Alexandre Tepedino, a cronista Virginia B. Campos e a contista Marina Coelho Cintra.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

26. Política de continuidade

O capítulo anterior apresentou Beira-Mar, esse híbrido de jornal e revista, nos seus primeiros anos de circulação, ainda quinzenal. Eram colaboradores “João da Praia”, Custódio de Viveiros, Augusto Frederico Schmidt, Renato Travassos, Goulart de Andrade, Olegário Mariano e Arlindo Batista Cardoso, o “K. Rapeta”.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

25. Antes de Théo-Filho

O primeiro capítulo da 2ª Parte introduziu a “Cil” – Copacabana, Ipanema e Leme – e apresentou o empresário Manoel Nogueira de Sá, o M. N. de Sá, fundador de Beira-Mar, em 1922.