Théo-Filho era um dos escritores mais lidos no Brasil nos anos 20. Seus livros e crônicas, descrevendo a boemia parisiense e os vícios da elite brasileira, escandalizavam os moralistas. Consagrado muito cedo, o romancista-jornalista se voltou para o tema da praia no Rio de Janeiro. Entre 1925 e 1940, à frente do semanário Beira-Mar, Théo-Filho foi o intelectual que mais escreveu sobre assuntos balneários. Fez a apologia das banhistas, do bronzeamento, da exigüidade dos maiôs, do verão carioca, do turismo, dos esportes, do futebol na areia, dos clubes praianos e dos postos de salvamento de Copacabana, na época em que os banhos de sol se introduziam no repertório dos divertimentos ao ar livre. Théo-Filho produziu sua contribuição à praia de banhos brasileira durante uma vasta inflexão na história dos costumes, quando mudavam os padrões sociais de apreciação da nudez dos corpos, da pele morena e do calor tropical.


terça-feira, 28 de setembro de 2010

41. Clubes, "aristocracia", coletividade e progresso

O crescimento da freqüência nas praias oceânicas reduzia relativamente o espaço balneário e começava a produzir atritos entre banhistas de classe média e das favelas próximas. O grupo de Théo-Filho defendia uma praia “aristocrática”, ocupada pelas famílias “elegantes”, como se via na Côte d’Azur e em Palm Beach.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

40. Ocupação das praias e tensão de classes

Em 1929, uma reforma modernizadora foi realizada nos postos de salvamento municipais. Os postes de observação de madeira foram substituídos por novos postes em concreto armado. Em Ipanema começaram a funcionar os Postos 8 e 9. Logo Beira-Mar passou a apoiar a gestão do dr. Flavio de Moura.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

39. A segunda reforma dos postos

Théo-Filho entendia que o turismo em Copacabana não podia se sustentar só na paisagem natural. Era preciso oferecer aos visitantes comodidades e atrativos que os mantivessem hospedados. Entre os divertimentos reivindicados, estavam os cassinos, cuja legalização era apoiada pelo setor hoteleiro.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

38. Para atrair os "touristes"

O grupo de Beira-Mar, aliado do empresário da construção civil Eduardo Duvivier, deu boas-vindas aos primeiros prédios de apartamentos em concreto armado – “arranha-céus” de até doze andares – construídos em Copacabana.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

37. Rasgadores de nuvens

Em 1929, Beira-Mar se tornou semanário. Théo-Filho foi promovido a diretor e Harold Daltro, a secretário de redação. À empresa de M. N. de Sá se reuniram outros jornalistas. Albertus de Carvalho criou a coluna Sereias e Tubarões, em Ipanema, enquanto João Rodolfo de Carvalho fundou Beira-Mar em Icaraí. Cresceu o número de colaboradores e surgiram novas secções.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

36. Hebdomadário

Théo-Filho se casou com Erna Barroso Achtmeyer, nadadora e “Rainha de Ipanema”. Casado, o editor de Beira-Mar adotou um estilo de vida reservado, distante dos excessos da boemia, adequado à representação das famílias de Copacabana.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

35. Erna

Théo-Filho se incumbiu da tarefa de fazer a apologia do verão carioca junto a uma elite local acostumada a fugir para Petrópolis e outras cidades serranas em busca de temperaturas amenas. Em 1928, a população de moradores de Copacabana se revezava sazonalmente com uma população de veranistas.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

34. O estio e o rigor da canícula

Entraram para a redação do jornal praiano Henrique Paulo da Cunha Bahiana, João Guimarães, Silvio Level Moreaux e Paulo Candiota. Beira-Mar passou a ser um meio de representação e expressão da juventude reunida em torno do “Praia Club” e do “Atlântico Club”.