Théo-Filho era um dos escritores mais lidos no Brasil nos anos 20. Seus livros e crônicas, descrevendo a boemia parisiense e os vícios da elite brasileira, escandalizavam os moralistas. Consagrado muito cedo, o romancista-jornalista se voltou para o tema da praia no Rio de Janeiro. Entre 1925 e 1940, à frente do semanário Beira-Mar, Théo-Filho foi o intelectual que mais escreveu sobre assuntos balneários. Fez a apologia das banhistas, do bronzeamento, da exigüidade dos maiôs, do verão carioca, do turismo, dos esportes, do futebol na areia, dos clubes praianos e dos postos de salvamento de Copacabana, na época em que os banhos de sol se introduziam no repertório dos divertimentos ao ar livre. Théo-Filho produziu sua contribuição à praia de banhos brasileira durante uma vasta inflexão na história dos costumes, quando mudavam os padrões sociais de apreciação da nudez dos corpos, da pele morena e do calor tropical.


terça-feira, 30 de novembro de 2010

59. Associação Comércio e Indústria

Uma posição vacilante de Beira-Mar expressava certa contrariedade na época do aparecimento dos primeiros prédios de apartamentos em Copacabana. Com a difusão dos “arranha-céus”, entretanto, Théo-Filho passou a fazer o elogio do novo padrão de moradia “elegante”.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

58. O "arranha-céu" e o triunfo da praia

Sob a administração Pedro Ernesto, a Prefeitura implementou uma política de turismo para o Rio de Janeiro, em que a praia de Copacabana merecia prioridade. Para alegria do setor hoteleiro, os cassinos foram reabertos, conforme pregava Théo-Filho.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

57. Copacabana turística

Ao patrocinar a Festa de São Pedro em Copacabana, Beira-Mar contribuía, junto com as autoridades municipais, para a transformação da colônia de pescadores remanescentes em atrativo “pitoresco” do Posto VI.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

56. A Colônia Z-6 Aymbire

Numa época de revolução, crise do liberalismo, ascensão do fascismo e do comunismo, Théo-Filho e os redatores do jornal praiano, sem se excluir da esfera do autoritarismo, não chegaram a aderir, como seu patrão, ao movimento integralista.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

55. Católicos e integralistas

Beira-Mar, por intermédio de seu proprietário, M. N. de Sá, ajudava a divulgar o movimento das igrejas locais e apoiou a criação da Casa do Pobre de Copacabana, em 1932.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

54. Pelos pobres de Copacabana

O aparecimento de três novos livros – Impressões transatlânticas (1931), A fragata Nictheroy (1932) e A ilha selvagem (1932) – marcaram uma reorientação radical na obra de Théo-Filho para o tema do mar e a história nacional.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

53. Escritor do mar

Entraram na redação de Beira-Mar Nelson do Nascimento e Anita Correia. Um grande círculo de colaboradores animava o semanário praiano. Théo-Filho então estava consagrado como o jornalista carioca defensor dos interesses da praia.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

52. O círculo praiano em expansão

No verão de 1932, a repressão aos banhistas abrandou. Luzardo, enfraquecido, deixou o governo, enquanto ganhava importância o prefeito interventor, Pedro Ernesto. Aos poucos foram esquecidos os roupões, e com eles as camisas, reaparecendo, sob o sol, a exibição dos “maillots” e o futebol na areia.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

51. Adeus, Batista Luzardo

No fim do verão, Beira-Mar enfrentou o esvaziamento da estação com a convocação de um concurso de beleza: as Rainhas das Praias do Rio e de Niterói. Enquanto os concursos de Miss estimulavam sentimentos de afirmação nacional, beldades femininas se tornavam celebridades nas páginas da imprensa ilustrada. Didi Caillet, Miss Paraná, declamadora, escritora, era festejada pelo jornal praiano quando veraneava no Rio de Janeiro.