Théo-Filho era um dos escritores mais lidos no Brasil nos anos 20. Seus livros e crônicas, descrevendo a boemia parisiense e os vícios da elite brasileira, escandalizavam os moralistas. Consagrado muito cedo, o romancista-jornalista se voltou para o tema da praia no Rio de Janeiro. Entre 1925 e 1940, à frente do semanário Beira-Mar, Théo-Filho foi o intelectual que mais escreveu sobre assuntos balneários. Fez a apologia das banhistas, do bronzeamento, da exigüidade dos maiôs, do verão carioca, do turismo, dos esportes, do futebol na areia, dos clubes praianos e dos postos de salvamento de Copacabana, na época em que os banhos de sol se introduziam no repertório dos divertimentos ao ar livre. Théo-Filho produziu sua contribuição à praia de banhos brasileira durante uma vasta inflexão na história dos costumes, quando mudavam os padrões sociais de apreciação da nudez dos corpos, da pele morena e do calor tropical.


terça-feira, 29 de março de 2011

“Um lindo trecho de Copacabana”

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Foto tirada do alto do Inhangá. 3 de agosto de 1924, capa (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 25 de março de 2011

“Vista geral do Leme, Copacabana e Ipanema”

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Numa paisagem de prédios baixos, o Hotel Copacabana Palace se destacava, cercado de terrenos vazios e colado ao morrinho do Inhangá. 20 de julho de 1924, capa (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 22 de março de 2011

“Barraquinhas para banhistas na praia de Copacabana”

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Essas barraquinhas foram raras na paisagem da orla oceânica da cidade do Rio de Janeiro. A ausência de condições para troca de roupa na praia acabava por estimular os banhistas cariocas a saírem de casa em trajes de banho. Leia mais no Capítulo 45 (clique no título). 7 de janeiro de 1923, capa (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sábado, 19 de março de 2011

“O banho no Posto do Leme”

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Nos primeiros anos de circulação, Beira-Mar não publicava muitas fotos e as poucas que apareciam não primavam pela qualidade. 3 de dezembro de 1922, capa (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 18 de março de 2011

BIBLIOGRAFIA

A seguir: álbum de fotos.

terça-feira, 15 de março de 2011

CONCLUSÃO

Já afastado do debate em torno dos temas praianos, Théo-Filho publicou mais três romances: Onde estão os homens? (1955), Anoiteceu no mar (1956) e Experiência em São Paulo (1961). Mas os seus três volumes de Confissões permaneceriam inéditos.

sexta-feira, 11 de março de 2011

88. Últimos escritos

Com a edição de Ao sol de Copacabana (1949), Théo-Filho retomou características da sua literatura dos Anos 20 – crônica da atualidade carioca, traços autobiográficos etc. Finalmente, numa obra inteiramente ambientada no bairro balneário, o romancista fez jus à sua trajetória de intelectual da praia.

terça-feira, 8 de março de 2011

87. Enfim, Copacabana

Após sete anos longe das livrarias, Théo-Filho lançou Romance Tropical (1944). Insistia na importância do elemento europeu na formação brasileira, revelava afinidade crescente com a literatura anglo-americana e se afastava cada vez mais da nova geração de autores brasileiros.

sexta-feira, 4 de março de 2011

86. Escandinávia tropical

Com a morte de M. N. de Sá, em 1944, a empresa original de Beira-Mar se desfez. Théo-Filho ainda colaborou por um tempo com a revista que, a partir do ano seguinte, sob a direção de novos proprietários, alcançaria apenas pouco mais de trinta edições.

terça-feira, 1 de março de 2011

85. M. N. de Sá

Em 1940, o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) da ditadura Vargas obrigou M. N. de Sá a transformar Beira-Mar em revista, mudando formato e programação gráfica. O jornal praiano, já em processo de decadência, descaracterizou-se inteiramente. Desapareceram, a partir de então, as crônicas balneárias de Théo-Filho.