Théo-Filho era um dos escritores mais lidos no Brasil nos anos 20. Seus livros e crônicas, descrevendo a boemia parisiense e os vícios da elite brasileira, escandalizavam os moralistas. Consagrado muito cedo, o romancista-jornalista se voltou para o tema da praia no Rio de Janeiro. Entre 1925 e 1940, à frente do semanário Beira-Mar, Théo-Filho foi o intelectual que mais escreveu sobre assuntos balneários. Fez a apologia das banhistas, do bronzeamento, da exigüidade dos maiôs, do verão carioca, do turismo, dos esportes, do futebol na areia, dos clubes praianos e dos postos de salvamento de Copacabana, na época em que os banhos de sol se introduziam no repertório dos divertimentos ao ar livre. Théo-Filho produziu sua contribuição à praia de banhos brasileira durante uma vasta inflexão na história dos costumes, quando mudavam os padrões sociais de apreciação da nudez dos corpos, da pele morena e do calor tropical.


sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

“O decréscimo do movimento nos banhos de mar”

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“Em que trajes puritanos tomam banhos de mar os rapazes de Copacabana”. Em depoimento a Théo-Filho, um desses banhistas desabafava: “Estamos sendo humilhados com horários proibitivos, como se fôramos colegiais e não pudéssemos mais jogar o nosso foot-ball como outrora. Embirram com as nossas sungas, com os nossos jogos, com os nossos gritos, com as nossas correrias, com a nossa mocidade”. 8 de março de 1931, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

“O decréscimo do movimento nos banhos de mar”

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Ou a banhista sem roupão desafiava as ordens da polícia, ou o editor de Beira-Mar fazia uma provocação publicando a foto. Leia mais no Capítulo 47. 8 de março de 1931, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

“O decréscimo do movimento nos banhos de mar”

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“A polícia está matando a alegria dos banhos de mar. A polícia está matando as nossas praias.” Queixava-se Théo-Filho da campanha de repressão policial aos banhistas. Não há garantia nenhuma de que a foto, que parece desmentir o texto, fosse contemporânea à sua publicação. 8 de março de 1931, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

“Posto IV”

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“Senhora Alberto de Souza e sua filhinha Lucia-Iselda”, alheias às tensões políticas que inquietavam a nação. 15 de fevereiro de 1931, p. 10. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

“Duas revolucionárias”

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“Saudando a República Nova”. A despeito da campanha da polícia, banhistas representados por Beira-Mar manifestavam apoio à Revolução. Leia mais no Capítulo 44. 25 de janeiro de 1931, p. 10. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

“As novas medidas policiais”

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“Um footing leve com as novas roupas pesadas”. Os banhistas ficaram proibidos de passear pelo “cais da Avenida Atlântica” em roupa de banho sem roupão. 25 de janeiro de 1931, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

“A guerra aos calçõezinhos de polegada”

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“As nossas praias davam-nos a impressão exata de uma praça de guerra com uma enorme multidão de guardas tintureiros, delegados, comissários, investigadores, secretas, medidores...”, lamentava um jovem colaborador de Beira-Mar. Leia mais no Capítulo 46. 18 de janeiro de 1931, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

“A guerra aos calçõezinhos de polegada”

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Banhistas vestindo severos roupões fechados, como obrigava o novo regulamento das praias, posam em frente a um “tintureiro”, como eram conhecidos os carros de polícia. Quem fosse pego sem roupão fora do banho estava sujeito a uma multa de 20 mil réis ou, na falta de pagamento, a uma pena de 24 horas de prisão. 18 de janeiro de 1931, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

“A guerra aos calçõezinhos de polegada”

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“(...) o público do Rio de Janeiro foi surpreendido com o regulamento da Chefatura de Polícia” para “coibir o abuso do nu e a imoralidade nas praias de banhos”. No verão que se seguiu à Revolução de 30, a praia de Copacabana foi alvo da maior campanha de moralização balneária já empreendida pela polícia até então. Na foto, com respaldo da rapaziada, um gaiato, embrulhado num roupão, ridiculariza as medidas repressoras implementadas pelo chefe de polícia Batista Luzardo. 18 de janeiro de 1931, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 27 de novembro de 2012

“Ipanema e Copacabana inauguraram a estação balneária”

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“Um aspecto da praia de Copacabana tirado de bordo de uma das canoas do serviço de sauvetage”. Essa paisagem horizontal estava com os dias contados... 7 de dezembro de 1930, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

“Ipanema e Copacabana inauguraram a estação balneária”

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Freqüentadores do Posto VI aproveitando o “refrigério do banho de mar”. 7 de dezembro de 1930, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 20 de novembro de 2012

“Os pavilhões praianos”

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Foram exceções à regra as tentativas de introdução dessas barraquinhas para troca de roupa em Copacabana. Leia mais no Capítulo 45. 7 de dezembro de 1930, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

“As nossas lindas praias”

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“Senhorinha Margarida Sonnenfeld”. Crescia o desejo de se deixar fotografar e aparecer nas páginas da imprensa. A praia de Copacabana do tempo dos palacetes oferecia um cenário admirável. 23 de novembro de 1930, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 13 de novembro de 2012

“Athletico Tennis Club”

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“Pelotão” da “phalange feminina” instituída pela agremiação do Posto IV. Os antigos clubes praianos proporcionavam aos moradores da Cil uma forma de organização da juventude. 16 de novembro de 1930, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

“O mito de Afrodite”

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“O ar heleno que se afirma em nossa civilização, ora no atavio feminino, ora no universal amor ao esporte, tem sua expressão mais cabal sobre as areias da praia, quando a beleza se enfrenta com a imensidão, presa, apenas, pela malha de um traje sucinto”. Referências à mitologia greco-romana eram muito comuns na apologia dos novos prazeres praianos sustentada por Beira-Mar e outros órgãos de imprensa. 26 de outubro de 1930, p. 28. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 6 de novembro de 2012

“Pyjamas”

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“Há pyjamas e pyjamas, segundo se pôde ver na última temporada balneária, tão pródiga em novidades relacionadas com a moda feminina”. Vinte anos após o fracasso das “jupe-culottes” (1911), a moda dos “pyjames” praianos finalmente estendeu às mulheres o direito de andar de calças compridas. 26 de outubro de 1930, p. 19. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

“O banho do bebê”

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“O primeiro mergulho da futura melindrosa”. A apreciação da praia acompanhada da exposição aos raios de sol passou a ser percebida como a coisa mais natural do mundo pelas pessoas nascidas nessa geração. Ocorreu então uma naturalização do gosto pelo bronzeamento, um processo tão rápido quanto efetivo. 26 de outubro de 1930, p. 15. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 30 de outubro de 2012

“A rainha do Atlântico”

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“Mlle. Clotilde Salgado”. Os concursos de beleza, inventados pela imprensa, ajudavam a preencher as páginas dos jornais. 26 de outubro de 1930, p. 7. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

“Manhã de domingo”

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A ocupação das areias ganhava densidade nos fins-de-semana. Leia mais no Capítulo 40. 26 de outubro de 1930, p. 2. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 23 de outubro de 2012

“No dia das Misses”

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Curiosos esperando a passagem das misses, na encosta do morrinho do Inhangá, que então chegava à Avenida Atlântica. No alto, uma placa anunciando a venda do terreno. 5 de outubro de 1930, p. 10. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

“A festa de aniversário do Praia Club”

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3º aniversário de fundação. No final da década de 20, a vida balneária de Copacabana contava com a animação dos sócios das agremiações praianas. Leia mais no Capítulo 41. 5 de outubro de 1930, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 16 de outubro de 2012

“As travessas da praia”

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“Senhorinha Margarida Sonnenfeld, uma sereia de Copacabana”. 5 de outubro de 1930, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

“Sorriso praiano”

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“Senhorinha Jardina Monteiro Salles, figurinha encantadora de Copacabana, tomando um eficaz banho de sol, antes de mergulhar nas águas azuis do Atlântico”. 21 de setembro de 1930, p. 10. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 9 de outubro de 2012

“Foi eleita a rainha do Praia Club 1930”

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Senhorinha Elza Leche. 21 de setembro de 1930, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

“A grande parada de beleza”

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Théo-Filho calculava em 150 mil pessoas a multidão que se espalhou pela Avenida Atlântica para assistir à passagem das “Misses”. 14 de setembro de 1930, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 2 de outubro de 2012

“Miss Paraná”

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Ultrapassando o limite das areias, o “maillot” praiano se tornaria a indumentária obrigatória das misses. 7 de setembro de 1930, p. 7. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

“Miss Paraná”

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Senhorinha Gilda Kopp. 7 de setembro de 1930, p. 7. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 25 de setembro de 2012

“Miss Rio de Janeiro”

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Senhorinha Marina Torre. 7 de setembro de 1930, p. 6. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

“O Rio maravilhoso”

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“O Pão de Açúcar, ao entardecer, visto do Canto do Rio”. 31 de agosto de 1930, p. 12. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 18 de setembro de 2012

“A rainha do Curso Freycinet”

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“Senhorinha Zeia Gomes de Pinho”, admiradora de “Alexandre Dumas, Machado de Assis, José de Alencar, Casemiro de Abreu, Gonçalves Dias e Olavo Bilac”. Os concursos de beleza estavam na moda e se espalhavam pelas mais diversas instituições. 31 de agosto de 1930, p. 12. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

“Uma boneca de bazar”

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A aniversariante “senhorinha Doralice Lima, figurinha encantadora das nossas praias”. Desde que se tornou semanal, Beira-Mar incrementou a publicação de fotos, incluindo material enviado pelos leitores. 31 de agosto de 1930, p. 12. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 11 de setembro de 2012

“Na praia”

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Torcedores acompanhando prova esportiva diante da barraca do Atlético Tênis Club. 17 de agosto de 1930, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

“Nos domínios do Atlético Tênis Club”

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Fundada com o nome de “Copacabana Tênis Club”, a nova agremiação praiana, rebatizada, surgiu para incrementar a vida esportiva nas areias do Posto IV. 10 de agosto de 1930, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 4 de setembro de 2012

“A sensacional manhã sportiva”

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O time do Fluminense A. C., de Icaraí, que venceu por 2x1 a partida com o anfitrião, Copacabana Tennis Club. 20 de julho de 1930, p. 12. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

“A sensacional manhã sportiva”

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O “Team Diplomata”, como ficou conhecido o time de futebol na areia do Copacabana Tennis Club. 20 de julho de 1930, p. 12. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 28 de agosto de 2012

“A sensacional manhã sportiva”

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“Gracioso grupo de senhorinhas da Phalange Feminina do Copacabana Tennis Club, junto à barraca social, no posto IV”. 20 de julho de 1930, p. 12. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

“A sensacional manhã sportiva”

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“Um pelotão da Phalange Feminina do Copacabana Tennis Club”, representando o recém fundado clube praiano. 20 de julho de 1930, p. 12. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 21 de agosto de 2012

“Miss Brasil 1930”

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Senhorinha Yolanda Pereira. 20 de julho de 1930, p. 12. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

“Como uma maravilhosa noite de Veneza”

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Senhorinha Clotilde Salgado, recém eleita Rainha do Atlântico Club. 20 de julho de 1930, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 14 de agosto de 2012

“Preferem Copacabana”

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“Vera Bailão e Victorinha de Souza Castro, aquela filha e esta futura nora do Dr. Jaime Bailão, velho amigo de Copacabana. As duas lindas sereias paranaenses trocaram este ano a formosa praia de Guaratuba, no Paraná, pela nossa incomparável Copacabana”. 6 de julho de 1930, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

“As amáveis manhãs na praia”

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“Duas lindas copacabanenses, que são duas pinturas vivas do painel da praia”. O gosto praiano pela seminudez dos corpos ganhou impulso com o advento dos banhos de sol. 6 de julho de 1930, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 7 de agosto de 2012

“Discando na areia”

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Nas competições praianas organizadas pelo clube do Posto IV havia provas desportivas disputadas entre crianças. 22 de junho de 1930, p. 5. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

“Discando na areia”

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“Festa sportiva do Praia Club” em comemoração à recente inauguração dos telefones automáticos em Copacabana – até então os usuários precisavam recorrer ao serviço das telefonistas para fazer uma ligação telefônica. 22 de junho de 1930, p. 5. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 31 de julho de 2012

“Foram inaugurados em Ipanema novos postos de salvamento”

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Pessoal do Serviço de Salvamento, ao lado de uma das novas ambulâncias. Em Ipanema, inaugurava-se o mastro de observação em cimento armado do Posto VII e instalavam-se os Postos VIII e IX, em barracas provisórias. 22 de junho de 1930, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 27 de julho de 2012

“Foram inaugurados em Ipanema novos postos de salvamento”

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“Com a presença de altas autoridades administrativas da Assistência Municipal, moradores de Copacabana e Ipanema e representantes de Beira-Mar, foram inaugurados, domingo último, pelo Dr. Flavio de Moura, diretor do Posto de Assistência de Copacabana, diversos melhoramentos relativos aos serviços dos referido Posto”. Dr Augusto Costallat, diretor geral da Assistência (esq.) e Dr. Flavio de Moura, acompanhados de internos, estudantes e enfermeiras. 22 de junho de 1930, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 24 de julho de 2012

“Sereias de férias”

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“Três flirts que se esboçam...” O foto-jornalismo ajudava a tornar ainda mais divertidas a exibição e a admiração dos corpos em movimento. 15 de junho de 1930, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 20 de julho de 2012

“Manhãs ao ar livre, sadio e à beira-mar”

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Variava o tamanho das saias, variava o tamanho dos chapéus, numa época em que se discutia uma visível tendência ao desnudamento parcial dos corpos. 8 de junho de 1930, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 17 de julho de 2012

“Manhãs ao ar livre, sadio e à beira-mar”

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Enquanto algumas mantinham o uso do roupão, outras banhistas já ousavam passear pela praia só de “maillot”. 8 de junho de 1930, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 13 de julho de 2012

“Fachada do Praia Club”

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Na Avenida Atlântica, Posto IV. 1º de junho de 1930, p. 5. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 10 de julho de 2012

“O Sunset-Party do Atlântico Club”

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O último baile na sede antiga. 6 de abril de 1930, p. 10. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).