Théo-Filho era um dos escritores mais lidos no Brasil nos anos 20. Seus livros e crônicas, descrevendo a boemia parisiense e os vícios da elite brasileira, escandalizavam os moralistas. Consagrado muito cedo, o romancista-jornalista se voltou para o tema da praia no Rio de Janeiro. Entre 1925 e 1940, à frente do semanário Beira-Mar, Théo-Filho foi o intelectual que mais escreveu sobre assuntos balneários. Fez a apologia das banhistas, do bronzeamento, da exigüidade dos maiôs, do verão carioca, do turismo, dos esportes, do futebol na areia, dos clubes praianos e dos postos de salvamento de Copacabana, na época em que os banhos de sol se introduziam no repertório dos divertimentos ao ar livre. Théo-Filho produziu sua contribuição à praia de banhos brasileira durante uma vasta inflexão na história dos costumes, quando mudavam os padrões sociais de apreciação da nudez dos corpos, da pele morena e do calor tropical.


sexta-feira, 30 de novembro de 2012

“A guerra aos calçõezinhos de polegada”

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“(...) o público do Rio de Janeiro foi surpreendido com o regulamento da Chefatura de Polícia” para “coibir o abuso do nu e a imoralidade nas praias de banhos”. No verão que se seguiu à Revolução de 30, a praia de Copacabana foi alvo da maior campanha de moralização balneária já empreendida pela polícia até então. Na foto, com respaldo da rapaziada, um gaiato, embrulhado num roupão, ridiculariza as medidas repressoras implementadas pelo chefe de polícia Batista Luzardo. 18 de janeiro de 1931, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 27 de novembro de 2012

“Ipanema e Copacabana inauguraram a estação balneária”

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“Um aspecto da praia de Copacabana tirado de bordo de uma das canoas do serviço de sauvetage”. Essa paisagem horizontal estava com os dias contados... 7 de dezembro de 1930, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

“Ipanema e Copacabana inauguraram a estação balneária”

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Freqüentadores do Posto VI aproveitando o “refrigério do banho de mar”. 7 de dezembro de 1930, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 20 de novembro de 2012

“Os pavilhões praianos”

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Foram exceções à regra as tentativas de introdução dessas barraquinhas para troca de roupa em Copacabana. Leia mais no Capítulo 45. 7 de dezembro de 1930, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

“As nossas lindas praias”

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“Senhorinha Margarida Sonnenfeld”. Crescia o desejo de se deixar fotografar e aparecer nas páginas da imprensa. A praia de Copacabana do tempo dos palacetes oferecia um cenário admirável. 23 de novembro de 1930, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 13 de novembro de 2012

“Athletico Tennis Club”

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“Pelotão” da “phalange feminina” instituída pela agremiação do Posto IV. Os antigos clubes praianos proporcionavam aos moradores da Cil uma forma de organização da juventude. 16 de novembro de 1930, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

“O mito de Afrodite”

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“O ar heleno que se afirma em nossa civilização, ora no atavio feminino, ora no universal amor ao esporte, tem sua expressão mais cabal sobre as areias da praia, quando a beleza se enfrenta com a imensidão, presa, apenas, pela malha de um traje sucinto”. Referências à mitologia greco-romana eram muito comuns na apologia dos novos prazeres praianos sustentada por Beira-Mar e outros órgãos de imprensa. 26 de outubro de 1930, p. 28. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 6 de novembro de 2012

“Pyjamas”

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“Há pyjamas e pyjamas, segundo se pôde ver na última temporada balneária, tão pródiga em novidades relacionadas com a moda feminina”. Vinte anos após o fracasso das “jupe-culottes” (1911), a moda dos “pyjames” praianos finalmente estendeu às mulheres o direito de andar de calças compridas. 26 de outubro de 1930, p. 19. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

“O banho do bebê”

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“O primeiro mergulho da futura melindrosa”. A apreciação da praia acompanhada da exposição aos raios de sol passou a ser percebida como a coisa mais natural do mundo pelas pessoas nascidas nessa geração. Ocorreu então uma naturalização do gosto pelo bronzeamento, um processo tão rápido quanto efetivo. 26 de outubro de 1930, p. 15. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).