Théo-Filho era um dos escritores mais lidos no Brasil nos anos 20. Seus livros e crônicas, descrevendo a boemia parisiense e os vícios da elite brasileira, escandalizavam os moralistas. Consagrado muito cedo, o romancista-jornalista se voltou para o tema da praia no Rio de Janeiro. Entre 1925 e 1940, à frente do semanário Beira-Mar, Théo-Filho foi o intelectual que mais escreveu sobre assuntos balneários. Fez a apologia das banhistas, do bronzeamento, da exigüidade dos maiôs, do verão carioca, do turismo, dos esportes, do futebol na areia, dos clubes praianos e dos postos de salvamento de Copacabana, na época em que os banhos de sol se introduziam no repertório dos divertimentos ao ar livre. Théo-Filho produziu sua contribuição à praia de banhos brasileira durante uma vasta inflexão na história dos costumes, quando mudavam os padrões sociais de apreciação da nudez dos corpos, da pele morena e do calor tropical.


sexta-feira, 31 de maio de 2013

“Copacabana – A primeira praia do mundo”

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“Espere um pouco! Vou retocar a pintura!... (cena passada no Posto III)”. 9 de janeiro de 1932, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 28 de maio de 2013

“Copacabana – A primeira praia do mundo”

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“O sol não gosta das sombrinhas, porque escondem muita coisa bela que ele queria ver, como este grupo do Posto I, no Leme”. 9 de janeiro de 1932, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 24 de maio de 2013

“Os que vivem perto do céu...”

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“... e não encontram o paraíso”: crianças moradoras do Morro da Babilônia, retratadas pelo fotógrafo de Beira-Mar, durante reportagem de Théo-Filho sobre a favela vizinha ao Leme. O crescimento da pobreza em torno do bairro praiano preocupava os copacabanenses e estimulava ações de assistência social privada. 2 de janeiro de 1932, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 21 de maio de 2013

“Velo Esportivo Helênico”

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“Uma vitória do ciclismo em Ipanema”. Fundado em 19 de agosto de 1931, com sede na rua Farme de Amoedo, 109, a nova sociedade logo conseguiu os primeiros lugares em competições ciclísticas, como as provas da Federação Carioca de Ciclismo e Motociclismo. Na foto, sócios e atletas do Velo durante a comemoração de uma dessas vitórias. 19 de dezembro de 1931, p. 3. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 17 de maio de 2013

“A inauguração do rink Copacabana”

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Na rua Salvador Correa (hoje Princesa Isabel), no Leme. Terminada a febre do “golfinho”, lugares dedicados a divertimentos comerciais ao ar livre voltaram a abrigar os rinques de patinação, conhecidos no Rio de Janeiro desde o último quartel do século XIX. 19 de dezembro de 1931, p. 3. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 14 de maio de 2013

“Ipanema, ternura do mar”

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“Um dos seus encantos: o Club Caiçaras”. 12 de dezembro de 1931, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 10 de maio de 2013

“Vida ao ar livre no Leblon”

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“Os concorrentes às provas que movimentaram a Lagoa Rodrigo de Freitas, na inauguração do Club dos Caiçaras’”. 5 de dezembro de 1931, p. 12. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 7 de maio de 2013

“Lia Torá, estrela brasileira”

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De vez em quando, entre as imagens de atrizes de cinema norte-americanas reproduzidas nas páginas de Beira-Mar, aparecia a foto de uma artista nacional. 28 de novembro de 1931, p. 10. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 3 de maio de 2013

“Turquinho”

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Para cariocas da geração de Turquinho, o banho de sol era a coisa mais natural do mundo. Desde a infância em contato com determinadas praticas sociais, as pessoas tendem a percebê-las como atitudes naturais e não se dão conta de que, longe se serem atributos biológicos, são na verdade construções históricas, perfeitamente datáveis e às vezes recentes, como o gosto pela exposição do corpo aos raios de sol nas praias de banho. A internalização do costume é capaz de produzir um processo de naturalização das orientações socialmente transmitidas. 21 de novembro de 1931, p. 5. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).