Théo-Filho era um dos escritores mais lidos no Brasil nos anos 20. Seus livros e crônicas, descrevendo a boemia parisiense e os vícios da elite brasileira, escandalizavam os moralistas. Consagrado muito cedo, o romancista-jornalista se voltou para o tema da praia no Rio de Janeiro. Entre 1925 e 1940, à frente do semanário Beira-Mar, Théo-Filho foi o intelectual que mais escreveu sobre assuntos balneários. Fez a apologia das banhistas, do bronzeamento, da exigüidade dos maiôs, do verão carioca, do turismo, dos esportes, do futebol na areia, dos clubes praianos e dos postos de salvamento de Copacabana, na época em que os banhos de sol se introduziam no repertório dos divertimentos ao ar livre. Théo-Filho produziu sua contribuição à praia de banhos brasileira durante uma vasta inflexão na história dos costumes, quando mudavam os padrões sociais de apreciação da nudez dos corpos, da pele morena e do calor tropical.


terça-feira, 30 de julho de 2013

“Vida praiana – A barraca do Leblon Club”

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No começo dos anos 30, novos clubes praianos surgiam, reproduzindo o modelo do Atlântico e do Praia Club, com instalações sociais e desportivas nas areias das praias. Em 1932, o Leblon sequer tinha posto de salvamento para os banhistas, carência que o clube recém-criado prometia suprir. 7 de maio de 1932, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 26 de julho de 2013

“Diante do mar e das sereias...”

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“Vocês de há muito sabem que Copacabana reúne o que de mais belo, de mais elegante possui o Rio... Natural é portanto que o posto IV, o príncipe da praia, seja íntimo do sr. F. Soria, proprietário da Livraria Odeon, o qual se vê à esquerda da sua linda filha, a senhorinha Aida. Na outra ponta, o seu mano, o jovem Archangelo. Sentadas, as graciosas Lydia e Catharina, também filhinhas suas”. 16 de abril de 1932, p. 10. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 23 de julho de 2013

“Colomy Club”

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No verão desse ano, o Leme ganhou um clube praiano “fundado por um grupo de moças de nossa alta sociedade”. 16 de abril de 1932, p. 10. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 19 de julho de 2013

“O sorvete dançante do Gávea Esporte Club”

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A tolerância à temperatura ambiente corresponde a padrões sociais historicamente condicionados. Em 1932, em pleno verão e sem ar condicionado, os homens, nos bailes familiares, dançavam de terno e gravata, obrigatoriamente. 9 de abril de 1932, p. 3. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 16 de julho de 2013

“Senhora do Oceano”

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“Laura Assis, que serviu de modelo para Netuno – estatuário do mar – esculpir as suas sereias”. Às fotos de praianas em roupa de baile, já comuns em Beira-Mar, acrescentavam-se, aos poucos, fotos de banhistas em “maillot”. 9 de abril de 1932, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 12 de julho de 2013

“As vitórias do ensino em Copacabana”

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“A nota mais interessante da semana passada na Cil foi, sem dúvida, a inauguração, no trecho compreendido entre os postos 2 e 3, dos exercícios ao ar livre da filial atlântica do Colégio Anglo-Americano, instalada à Avenida Atlântica, 458”. Desde a década anterior, crescia o uso das areias das praias oceânicas para exercícios de educação física das crianças. 19 de março de 1932, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 9 de julho de 2013

“Os temporais e os barcos de salvamento da praia”

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Cada um dos postos de salvamento empregava em seu serviço uma canoa como esta, estacionada depois da rebentação, com dois remadores e um patrão a bordo. Na foto, sobre as areias de Ipanema, uma dessas embarcações, cedidas ao Serviço de Salvamento pela Colônia de Pescadores Z-9 (antiga Z-14). Na respectiva matéria, o editor de Beira-Mar aludia à fragilidade desse equipamento em dias de ressaca. 19 de março de 1932, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 5 de julho de 2013

“As nossas praias”

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“Num dia claro deste verão maravilhoso estas duas ondinas preparam-se para desafiar tritões”. Personagens da mitologia grega apareciam freqüentemente no discurso praiano. 12 de março de 1932, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 2 de julho de 2013

“Na praia das Flechas”

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“Enquanto uma pensa no Carnaval que se foi, três sorriem para o fotógrafo de Beira-Mar”. 20 de fevereiro de 1932, p. 5. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).