Théo-Filho era um dos escritores mais lidos no Brasil nos anos 20. Seus livros e crônicas, descrevendo a boemia parisiense e os vícios da elite brasileira, escandalizavam os moralistas. Consagrado muito cedo, o romancista-jornalista se voltou para o tema da praia no Rio de Janeiro. Entre 1925 e 1940, à frente do semanário Beira-Mar, Théo-Filho foi o intelectual que mais escreveu sobre assuntos balneários. Fez a apologia das banhistas, do bronzeamento, da exigüidade dos maiôs, do verão carioca, do turismo, dos esportes, do futebol na areia, dos clubes praianos e dos postos de salvamento de Copacabana, na época em que os banhos de sol se introduziam no repertório dos divertimentos ao ar livre. Théo-Filho produziu sua contribuição à praia de banhos brasileira durante uma vasta inflexão na história dos costumes, quando mudavam os padrões sociais de apreciação da nudez dos corpos, da pele morena e do calor tropical.


sexta-feira, 30 de agosto de 2013

“Copacabana sorri!”

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Foto tirada no Posto VI. “Apreciam-se aí rapazes que não gostam muito da camisa...”. A partir do verão de 1932, depois que Batista Luzardo deixou a chefia de polícia do Distrito Federal, a rapaziada carioca voltou a afirmar o direito de andar sem camisa sobre as areias das praias de banho. 17 de setembro de 1932, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 27 de agosto de 2013

“Sereias e Tubarões”

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“As sereias deste século vivem em comum. Vão aos banhos pintadíssimas e sabem, como ninguém, fazer mágicas tentadoras aos pobres tubarões”. Foto tirada na praia de Ipanema. 20 de agosto de 1932, p. 5. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

“O mar, a mulher e o amor...”

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“Tem estado cheio de arrufos o mar (...) O oceano, quando irado, esbravejante, a um só tempo deslumbra e assombra: é ‘a beleza do horrível’. Mas, porque seja ele um símbolo da mulher – e portanto do amor – não perduram as fúrias do mar”. Na legenda desta foto, o editor de Beira-Mar combinava duas fantasias recorrentes na construção do gosto praiano: a estética do sublime, representada na violência das ressacas, e a associação das idéias de mar e de mulher, feita a partir da noção de inconstância. 13 de agosto de 1932, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 20 de agosto de 2013

“A Casa do Pobre”

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Primeira sede da Casa do Pobre de Copacabana, junto à matriz da praça Serzedello Correa. Leia mais no Capítulo 54. 6 de agosto de 1932, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

“O Volley-ball nos Caiçaras”

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Vice-campeão do torneio interno dos Caiçaras. A praia dos banhos de sol funcionou como catalisador na difusão desta nova modalidade de jogo de bola. 30 de julho de 1932, p. 10. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 13 de agosto de 2013

“O Volley-ball nos Caiçaras”

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Time campeão do torneio interno do clube cilense. 30 de julho de 1932, p. 10. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

“Sonata do Ritmo”

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“Polly Wettl, professora vienense de bailado clássico e exercícios ginásticos (...). Instrutora da ‘Flange Feminina’ do Flamengo e do ‘Instituto Anglo-Francês’, as suas aulas através do microfone do ‘Radio Club Brasil’ são ouvidas simpaticamente por todos”. O gosto pelo sol nas praias e o uso doméstico tecnologia do rádio apareceram aproximadamente na mesma época, fornecendo aos cariocas um novo espaço e um novo veículo de difusão da educação física. 23 de julho de 1932, p. 10. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 6 de agosto de 2013

“O trampolim de Ipanema”

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Este trampolim foi instalado no Arpoador, em junho de 1932, por iniciativa de um grupo de banhistas, com o aplauso de Beira-Mar. Na falta de luxuosas instalações balneárias, com que tanto sonhava Théo-Filho, Ipanema ganhou, pelo menos, “um atrativo e útil melhoramento”. 7 de julho de 1932, p. 12. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

“Nosso poético litoral”

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“Avenida Niemeyer: ao fundo a Gruta da Imprensa, a praia e a pedra da Gávea”. 14 de maio de 1932, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).