Théo-Filho era um dos escritores mais lidos no Brasil nos anos 20. Seus livros e crônicas, descrevendo a boemia parisiense e os vícios da elite brasileira, escandalizavam os moralistas. Consagrado muito cedo, o romancista-jornalista se voltou para o tema da praia no Rio de Janeiro. Entre 1925 e 1940, à frente do semanário Beira-Mar, Théo-Filho foi o intelectual que mais escreveu sobre assuntos balneários. Fez a apologia das banhistas, do bronzeamento, da exigüidade dos maiôs, do verão carioca, do turismo, dos esportes, do futebol na areia, dos clubes praianos e dos postos de salvamento de Copacabana, na época em que os banhos de sol se introduziam no repertório dos divertimentos ao ar livre. Théo-Filho produziu sua contribuição à praia de banhos brasileira durante uma vasta inflexão na história dos costumes, quando mudavam os padrões sociais de apreciação da nudez dos corpos, da pele morena e do calor tropical.


sexta-feira, 27 de setembro de 2013

“Rumo à praia!”

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A noção de elegância, aplicada ao comportamento balneário, constituía um dos fundamentos dessa estratégia de ocupação do espaço praiano. No entendimento da elite articulada em torno de Beira-Mar, era preciso impedir que a orla oceânica fosse tomada pelos moradores das favelas vizinhas, para que nenhum visitante estrangeiro viesse a colocar em cheque “os foros de cidade civilizada” da capital brasileira. Daí a convocação – “rumo à praia!” – endereçada à “aristocracia cilense”, a classe média de Copacabana, Ipanema e Leme. 1º de outubro de 1932, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 24 de setembro de 2013

“Rumo à praia!”

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A convocação para as praias feita por Beira-Mar não era motivada por eventual risco de esvaziamento das areias. Afinal, o gosto pelos banhos, de mar e de sol, tendia a crescer. A preocupação dos editores do semanário estava na qualidade social da freqüência balneária. A estratégia consistia na ocupação física do espaço praiano pela “aristocracia” carioca, para inibir a presença de banhistas pertencentes à classe dos “indesejados”. 1º de outubro de 1932, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

“Rumo à praia!”

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Depois que Théo-Filho se tornou diretor de redação, o semanário Beira-Mar começou a dar mais importância à cobertura jornalística das praias de banho e passou a fazer a convocação aos leitores para ocupar as areias da zona sul carioca. 1º de outubro de 1932, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 17 de setembro de 2013

“Copacabana, sonho estético do mar...”

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“(...) a loucura do mar...”.1º de outubro de 1932, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

“Copacabana, sonho estético do mar...”

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“(...) a alegria da praia (...)”.1º de outubro de 1932, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 10 de setembro de 2013

“Brincando com as ondas”

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“Dois sorrisos infantis na praia de Copacabana”. 24 de setembro de 1932, p. 10. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

“Nossas praias”

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“Deslumbrante paisagem de Copacabana, Ipanema e Leblon”. 17 de setembro de 1932, p. 10. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 3 de setembro de 2013

“Copacabana sorri!”

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“A bela, a fera... e os domadores...”. 17 de setembro de 1932, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).