Théo-Filho era um dos escritores mais lidos no Brasil nos anos 20. Seus livros e crônicas, descrevendo a boemia parisiense e os vícios da elite brasileira, escandalizavam os moralistas. Consagrado muito cedo, o romancista-jornalista se voltou para o tema da praia no Rio de Janeiro. Entre 1925 e 1940, à frente do semanário Beira-Mar, Théo-Filho foi o intelectual que mais escreveu sobre assuntos balneários. Fez a apologia das banhistas, do bronzeamento, da exigüidade dos maiôs, do verão carioca, do turismo, dos esportes, do futebol na areia, dos clubes praianos e dos postos de salvamento de Copacabana, na época em que os banhos de sol se introduziam no repertório dos divertimentos ao ar livre. Théo-Filho produziu sua contribuição à praia de banhos brasileira durante uma vasta inflexão na história dos costumes, quando mudavam os padrões sociais de apreciação da nudez dos corpos, da pele morena e do calor tropical.


sexta-feira, 29 de novembro de 2013

“Verão, orgia do mar”

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Sócios do Yara Clube, do Posto IV. 11 de fevereiro de 1933, p. 12. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 26 de novembro de 2013

“Na Praia de Icaraí”

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A permanente cobertura da vida praiana de Niterói reforçava o caráter ambivalente de Beira-Mar. O semanário de M. N. de Sá e Théo-Filho era ao mesmo tempo o representante dos bairros oceânicos do Rio de Janeiro e órgão defensor das praias de banho em geral, independentemente de fronteiras administrativas. Definia-se simultaneamente por um corte temático e por um corte geográfico. 11 de fevereiro de 1933, p. 7. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

“Vida ao ar livre”

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Sócios do Club dos Caiçaras, na Lagoa Rodrigo de Freitas. Práticas esportivas desenvolvidas nos clubes abriam espaço para a participação feminina. 28 de janeiro de 1933, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 19 de novembro de 2013

“A mulher diante do fotógrafo”

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“(...) é como diante do espelho: quer sempre mostrar sua beleza no apogeu... Eis, através da sua graciosidade praiana, duas pequenas que fugiram do céu para encantar o Leme...”. Desde o começo do século XX, nas grandes cidades, cresceram a circulação feminina e a exposição da imagem de seus corpos nas páginas da imprensa. Os entusiastas do novo regime praiano, baseado nos banhos de sol, contribuíram para reforçar essa tendência, com um discurso que associava saúde, esporte, elegância, beleza e juventude. 17 de dezembro de 1932, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

“Volley-ball”

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O time de vôlei dos Caiçaras. Os jogadores do novo clube de Ipanema chegaram a enfrentar a equipe do Atlântico, pouco antes desta agremiação do Posto VI se extinguir. Leia mais no Capítulo 60. 10 de dezembro de 1932, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 12 de novembro de 2013

“Volley-ball”

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O time de vôlei do Atlântico Club. Com o estabelecimento do regime dos banhos de sol, o esporte praiano ganhava importância nas areias cariocas. 10 de dezembro de 1932, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

“Uma pesca milagrosa em Ipanema”

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“(...) dois barcos da Colônia Z 9, de Copacabana, haviam cercado, desde muito cedo, na altura do Arpoador, um extenso cardume de sardinhas. (...) A praia encheu-se literalmente de curiosos que vinham da Igrejinha e do Leblon, de todo o bairro de Ipanema (...). Espetáculo inesquecível em toda Ipanema. A praia viveu uma das suas mais interessantes e pitorescas horas”. Naquela época, a expressão “arrastão na praia” estava associada exclusivamente ao trabalho dos pescadores... Leia mais no Capítulo 56. 26 de novembro de 1932, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 5 de novembro de 2013

“Cinema Brasileiro”

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“Lu Marival, a insinuante figurinha do elenco da ‘Cinédia-Studio’, uma das prediletas dos ‘fans’ brasileiros, descoberta e lançada pelo escritor Paulo de Magalhães”. Roupas de banho cada vez mais exíguas favoreciam a exibição da plástica das atrizes ao mesmo tempo em que a publicação de fotos das artistas de cinema “em maillot” sinalizava o crescente prestígio das praias de banho. 19 de novembro de 1932, p. 10. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

“Senhorinha Solange Barreiros”

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“(...) filha encantadora do dr. A. Barreiros, ornamento dos mais formosos de Ipanema, que festejou a 10 do corrente a data de seu natalício”. 12 de novembro de 1932, p. 7. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).