Théo-Filho era um dos escritores mais lidos no Brasil nos anos 20. Seus livros e crônicas, descrevendo a boemia parisiense e os vícios da elite brasileira, escandalizavam os moralistas. Consagrado muito cedo, o romancista-jornalista se voltou para o tema da praia no Rio de Janeiro. Entre 1925 e 1940, à frente do semanário Beira-Mar, Théo-Filho foi o intelectual que mais escreveu sobre assuntos balneários. Fez a apologia das banhistas, do bronzeamento, da exigüidade dos maiôs, do verão carioca, do turismo, dos esportes, do futebol na areia, dos clubes praianos e dos postos de salvamento de Copacabana, na época em que os banhos de sol se introduziam no repertório dos divertimentos ao ar livre. Théo-Filho produziu sua contribuição à praia de banhos brasileira durante uma vasta inflexão na história dos costumes, quando mudavam os padrões sociais de apreciação da nudez dos corpos, da pele morena e do calor tropical.


sexta-feira, 28 de março de 2014

“Sol a pino”

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“Hora do banho. Alegria em todos os semblantes. Este grupo de sereias e tubarões, depois de uma animadíssima partida de peteca, repousa um momento, antes de entregar-se às delícias da natação”. As novas práticas praianas, baseadas no gosto solar, contribuíram para sepultar o discurso, vigente ainda no começo do século XX, segundo o qual os cariocas eram uma gente triste que vivia numa cidade sem divertimentos... 19 de agosto de 1933, suplemento, p. 4. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 25 de março de 2014

“Praianas”

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“Senhorinhas Carmem Wilson e Odilla Loureiro, duas tentadoras sereias de Copacabana”. 19 de agosto de 1933, suplemento, p. 3. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 21 de março de 2014

“Atlântico Club”

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Beira-Mar finalmente noticiou o desaparecimento da agremiação praiana do Posto VI, trazendo aos leitores “a evocação de uma radiosa manhã de domingo” na barraca do clube “azulino”. 19 de agosto de 1933, suplemento, p. 3. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 18 de março de 2014

“Manhãs de primavera”

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Posto 2. 19 de agosto de 1933, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 14 de março de 2014

“Manhãs de primavera”

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“(...) um grupo de jovens que não temem o frio, no Posto 6”. 19 de agosto de 1933, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 11 de março de 2014

“Manhãs de primavera”

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“O inverno não amedronta os freqüentadores da praia. Mesmo nas manhãs frias, como foi a de domingo transacto, os postos conservaram aquele movimento alegre e saudável das horas de verão”. Ao mesmo tempo em que fazia o elogio do verão, Beira-Mar se preocupava em não desvalorizar o inverno. Na sua estratégia de ocupação das areias, o jornal praiano se empenhava para que a “aristocracia” da zona sul carioca jamais desertasse das praias. 19 de agosto de 1933, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 7 de março de 2014

“Poemas na areia”

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“Lindas como os amores, diria o poeta. Elas, porém, só admiram os poemas da praia escritos com os beijos ardentes do sol”. Fantasias afetivas contribuíam para a afirmação do novo gosto praiano solar. 12 de agosto de 1933, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 4 de março de 2014

“Depois da missa”

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“Essas jovens procuram a suavização da praia benfazeja”. 12 de agosto de 1933, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).