Théo-Filho era um dos escritores mais lidos no Brasil nos anos 20. Seus livros e crônicas, descrevendo a boemia parisiense e os vícios da elite brasileira, escandalizavam os moralistas. Consagrado muito cedo, o romancista-jornalista se voltou para o tema da praia no Rio de Janeiro. Entre 1925 e 1940, à frente do semanário Beira-Mar, Théo-Filho foi o intelectual que mais escreveu sobre assuntos balneários. Fez a apologia das banhistas, do bronzeamento, da exigüidade dos maiôs, do verão carioca, do turismo, dos esportes, do futebol na areia, dos clubes praianos e dos postos de salvamento de Copacabana, na época em que os banhos de sol se introduziam no repertório dos divertimentos ao ar livre. Théo-Filho produziu sua contribuição à praia de banhos brasileira durante uma vasta inflexão na história dos costumes, quando mudavam os padrões sociais de apreciação da nudez dos corpos, da pele morena e do calor tropical.


sexta-feira, 27 de junho de 2014

"Posto 6"

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"Eis através da sua graciosidade praiana algumas pequenas que fugiram do céu para encantar Copacabana". A praia se firmou, no século XX, como um espaço feminino, subordinado, porém, ao domínio de um olhar masculino. 23 de dezembro de 1933, p. 5. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 24 de junho de 2014

"Flamengo"

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"O movimento de banhistas no pequeno trecho da praia do Flamengo é sempre intenso". Leia mais no Capítulo 63. 23 de dezembro de 1933, suplemento, p. 6. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 20 de junho de 2014

"Posto 6"

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"Mme. Iná Oliveira e senhorinha Isa Macedo no Posto VI, em gentil pose para “Beira-Mar”." 23 de dezembro de 1933, suplemento, p. 6. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 17 de junho de 2014

"Policiamento nas praias"

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"Recomeçou, no domingo passado, a fiscalização policial nas praias de Copacabana. As autoridades têm tido pouco trabalho, porque tritões, ondinas e náiades se têm demonstrado dóceis. No clichê se vê, acima, o delegado do 30º distrito procurando catequizar dois banhistas rebeldes; embaixo, a mesma autoridade e dois auxiliares falam a duas senhorinhas da conveniência dos roupões compridos". A partir desta data, a polícia passou a reprimir os banhistas somente quando andavam sem camisa fora das praias, liberando o peito nu sobre as areias. Leia mais no Capítulo 81. 23 de dezembro de 1933, suplemento, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 13 de junho de 2014

"Donairosas"

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"Donairosas, risonhas, dirigem-se as duas para o agradável banho de mar". 23 de dezembro de 1933, suplemento, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 10 de junho de 2014

"Praia de Santa Luzia"

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Santa Luzia tinha menos areia que a praia do Flamengo e os banhistas mergulhavam no mar a partir de uma "ponte", como essa da foto, ou diretamente das pedras, aí colocadas para proteger a cidade da brutalidade das ondas em tempo de ressaca. Leia mais no Capítulo 63. 11 de novembro de 1933, p. 10. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 6 de junho de 2014

"Praia de Santa Luzia"

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"A Praia das Virtudes, ou de Santa Luzia, freqüentada de preferência pelos empregados do comércio e sócios dos clubs da rua Santa Luzia". Ao classificar os banhistas, Beira-Mar contribuía para a construção de uma hierarquia das praias cariocas. 11 de novembro de 1933, p. 10. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 3 de junho de 2014

"Um sorriso de Ipanema"

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"Senhorinha Irene Cardoso Moreira". 28 de outubro de 1933, p. 43. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).