Théo-Filho era um dos escritores mais lidos no Brasil nos anos 20. Seus livros e crônicas, descrevendo a boemia parisiense e os vícios da elite brasileira, escandalizavam os moralistas. Consagrado muito cedo, o romancista-jornalista se voltou para o tema da praia no Rio de Janeiro. Entre 1925 e 1940, à frente do semanário Beira-Mar, Théo-Filho foi o intelectual que mais escreveu sobre assuntos balneários. Fez a apologia das banhistas, do bronzeamento, da exigüidade dos maiôs, do verão carioca, do turismo, dos esportes, do futebol na areia, dos clubes praianos e dos postos de salvamento de Copacabana, na época em que os banhos de sol se introduziam no repertório dos divertimentos ao ar livre. Théo-Filho produziu sua contribuição à praia de banhos brasileira durante uma vasta inflexão na história dos costumes, quando mudavam os padrões sociais de apreciação da nudez dos corpos, da pele morena e do calor tropical.


terça-feira, 29 de julho de 2014

"As belas festas da praia de Copacabana"

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Celeste Esteves e Cecy Gomes, respectivamente 2º e 3º prêmios no "Concurso de Maillots" de Fon-Fon. Como se vê, os maiôs de peça única receberam avançados decotes antes do advento das roupas de banho de duas peças. 3 de fevereiro de 1934, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 25 de julho de 2014

"As belas festas da praia de Copacabana"

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Proliferavam nessa época os concursos de beleza e o "aristocrático bairro praiano" freqüentemente servia de palco a esses "certames". Na foto, Rosinha Ripper, 1º prêmio no "Concurso de Maillots" promovido pela revista "Fon-Fon" e apoiado por Beira-Mar. 3 de fevereiro de 1934, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 22 de julho de 2014

"Na barraca, à beira-mar"

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"(...) fugindo à canícula de domingo último". A praia de banhos no Rio de Janeiro, desde os primórdios de sua ocupação, envolvia um jogo ambíguo de afinidade e repulsa em relação à estação calmosa. À beira-mar, fugia-se do calor justamente para melhor apreciá-lo. 13 de janeiro de 1934, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 18 de julho de 2014

"No Posto 4"

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"Eis através da sua graciosidade praiana algumas pequenas que fugiram do céu para encantar Copacabana". Eram freqüentes as alusões à noção de paraíso para promover a praia carioca. 6 de janeiro de 1934, p. 12 . (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 15 de julho de 2014

"As grandes datas sociais"

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"Grupo rutilante de senhoras e senhorinhas presentes ao baile comemorativo ao 8º aniversário do Salic Club (...)". Essa agremiação, sediada no bairro do Jardim Botânico, reunia funcionários e representantes da Companhia Sul América. 6 de janeiro de 1934, p. 3. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 11 de julho de 2014

"Posto 6"

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"Quantas praianas que não se assustam com o sol. Estão tostadinhas". No começo dos Anos 30, imperava a apologia dos banhos de sol. O que se considerava moda ainda não era percebido como costume. 23 de dezembro de 1933, p. 23A. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 8 de julho de 2014

"Posto 4"

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"Banhistas que sabem dar encanto às horas de banho de mar no posto 4". 23 de dezembro de 1933, p. 23A. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 4 de julho de 2014

"Sereias do Posto 2"

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"Quanta graça e “nonchalance” nessas duas sereias que se aquecem ao sol milagroso deste mês de dezembro!" 23 de dezembro de 1933, p. 17. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 1 de julho de 2014

"Antes do mergulho"

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"Um grupo que compreende o encantamento da vida ao ar livre. Essa Amphytrite ama o sol, o mar, a espuma das vagas...". 23 de dezembro de 1933, p. 17. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).