Théo-Filho era um dos escritores mais lidos no Brasil nos anos 20. Seus livros e crônicas, descrevendo a boemia parisiense e os vícios da elite brasileira, escandalizavam os moralistas. Consagrado muito cedo, o romancista-jornalista se voltou para o tema da praia no Rio de Janeiro. Entre 1925 e 1940, à frente do semanário Beira-Mar, Théo-Filho foi o intelectual que mais escreveu sobre assuntos balneários. Fez a apologia das banhistas, do bronzeamento, da exigüidade dos maiôs, do verão carioca, do turismo, dos esportes, do futebol na areia, dos clubes praianos e dos postos de salvamento de Copacabana, na época em que os banhos de sol se introduziam no repertório dos divertimentos ao ar livre. Théo-Filho produziu sua contribuição à praia de banhos brasileira durante uma vasta inflexão na história dos costumes, quando mudavam os padrões sociais de apreciação da nudez dos corpos, da pele morena e do calor tropical.


sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

"Arpoador, recanto feito de estrelas"

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"No Arpoador até as noites são levianas... Cupido reside nas suas entranhas, num desafio à moral imoral...". A praia urbana dos banhos de sol foi um poderoso antídoto contra o conservadorismo pudico. 27 de outubro de 1934, p. 17. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

"Arpoador, recanto feito de estrelas"

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"No Arpoador toma-se “cocktail”, faz-se literatura e ama-se ao ar livre..." - exageravam os poetas do semanário praiano. 27 de outubro de 1934, p. 17. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

"Arpoador, recanto feito de estrelas"

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Criavam-se fantasias literárias a respeito da praia: "O Arpoador é a imagem do céu na terra... Há no colorido pétreo da sua realidade a pujança dum rochedo feito de estrelas... É por isso tudo que o Arpoador é o posto dos intelectuais. Posto das mulheres de espírito". 27 de outubro de 1934, p. 17. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

"Praias"

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Vista de Copacabana com os primeiros "arranha-céus" do Lido. 27 de outubro de 1934, p. 13. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

"Lido"

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"A deliciosa hora H do Posto II". Essa expressão se popularizava nessa década, com o significado de momento certo, adequado. 27 de outubro de 1934, p. 10. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

"O footing na Avenida Atlântica"

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O footing praiano não era praticado em roupas de banho. Ao fundo, os primeiros prédios de apartamentos da famosa avenida. 27 de outubro de 1934, p. 3. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

"O footing na Avenida Atlântica"

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Vestidos leves, cores claras e chapéus compunham a indumentária feminina de passeio por essa época. 27 de outubro de 1934, p. 3. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

"No Posto 3"

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"Fazendo o mar esperar...". 13 de outubro de 1934, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

"Uma campanha vitoriosa do Beira-Mar"

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Rua Nascimento Silva, em Ipanema, antes da construção do calçamento - reivindicação dos moradores apoiada pelo semanário praiano. 6 de outubro de 1934, p. 5. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).