Théo-Filho era um dos escritores mais lidos no Brasil nos anos 20. Seus livros e crônicas, descrevendo a boemia parisiense e os vícios da elite brasileira, escandalizavam os moralistas. Consagrado muito cedo, o romancista-jornalista se voltou para o tema da praia no Rio de Janeiro. Entre 1925 e 1940, à frente do semanário Beira-Mar, Théo-Filho foi o intelectual que mais escreveu sobre assuntos balneários. Fez a apologia das banhistas, do bronzeamento, da exigüidade dos maiôs, do verão carioca, do turismo, dos esportes, do futebol na areia, dos clubes praianos e dos postos de salvamento de Copacabana, na época em que os banhos de sol se introduziam no repertório dos divertimentos ao ar livre. Théo-Filho produziu sua contribuição à praia de banhos brasileira durante uma vasta inflexão na história dos costumes, quando mudavam os padrões sociais de apreciação da nudez dos corpos, da pele morena e do calor tropical.


terça-feira, 31 de março de 2015

"Obras de Santa Engracia"

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"Trecho das obras na praia de Ipanema. Reconstrução do cais da Avenida Delfim Moreira, que segundo averiguamos em nossa última reportagem no local, deverá estar terminada dentro de dez meses". Freqüentemente as ressacas destruíam partes do calçadão das praias, então chamado de "cais" ou "passeio". 22 de dezembro de 1934, p. 3. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 27 de março de 2015

"Os bancos da Avenida Atlântica continuam sendo espatifados"

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"Já não é a primeira nem a segunda vez que reclamamos contra a indignidade de indivíduos desocupados, que na falta do que fazer levam espatifando os bancos da Avenida Atlântica, num atentado à estética e aos cofres municipais". Essa prática notívaga começou a ser notada na década de 30. Anos mais tarde, Théo-Filho, em seu romance "Ao sol de Copacabana", acusou os filhos das famílias "aristocráticas" da Zona Sul de cometerem esses atos de destruição, a título de divertimento. Leia mais no Capítulo 87. 22 de dezembro de 1934, p. 3. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 24 de março de 2015

"Natação"

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"Encantadoras senhorinhas participantes do 2º Concurso Aquático realizado domingo último na piscina do Fluminense Foot-Ball Club". A natação era um dos esportes competitivos mais praticados pelo público feminino. 8 de dezembro de 1934, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 20 de março de 2015

"A festa da piscina"

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"Realizou-se no domingo último, no Colégio Anglo-Americano, a tradicional festa da piscina. Numa manhã lindíssima e na presença de um público de elite, em que se notava a presença de muitas autoridades, os alunos e as alunas do conhecido estabelecimento de ensino fizeram magnífica e impressionante exibição sportiva". Théo-Filho propunha a construção de piscinas destinadas ao ensino da natação, indispensável à segurança dos banhistas cariocas que cada vez em maior número procuravam as praias de banho da cidade. Leia mais no Capítulo 72. 24 de novembro de 1934, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 17 de março de 2015

"Sol anacreôntico"

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"Os filhos do Dr. Getulio Vargas, Presidente da República, adoram Ipanema. O instantâneo surpreendeu-os domingo último, no Arpoador, deliciando-se num demorado banho de sol". 10 de novembro de 1934, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 13 de março de 2015

"Hotel Londres"

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Situado na Avenida Atlântica nº 668, entre dois palacetes remanescentes. 27 de outubro de 1934, p. 95. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 10 de março de 2015

"Um artista do lápis"

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"Uma perspectiva da Avenida Atlântica, vista da “terrasse” do Copacabana Palace Hotel, executada primorosamente pelo artista espanhol Ramon Dominguez, especialmente para este número de “Beira-mar” (...)". 27 de outubro de 1934, p. 76. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 6 de março de 2015

"Netuno"

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O "maillot curto e colante" era adequado ao estilo de vida esportivo crescentemente adotado pelas praianas - e os publicitários da marca "Neptuno" sabiam disso. 27 de outubro de 1934, p. 48. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 3 de março de 2015

"Sociedade"

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"Senhora Didi Caillet de Leão" - a eterna musa de Beira-Mar, agora casada com o industrial paranaense Luiz Abreu de Leão. 27 de outubro de 1934, p. 39. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).