Théo-Filho era um dos escritores mais lidos no Brasil nos anos 20. Seus livros e crônicas, descrevendo a boemia parisiense e os vícios da elite brasileira, escandalizavam os moralistas. Consagrado muito cedo, o romancista-jornalista se voltou para o tema da praia no Rio de Janeiro. Entre 1925 e 1940, à frente do semanário Beira-Mar, Théo-Filho foi o intelectual que mais escreveu sobre assuntos balneários. Fez a apologia das banhistas, do bronzeamento, da exigüidade dos maiôs, do verão carioca, do turismo, dos esportes, do futebol na areia, dos clubes praianos e dos postos de salvamento de Copacabana, na época em que os banhos de sol se introduziam no repertório dos divertimentos ao ar livre. Théo-Filho produziu sua contribuição à praia de banhos brasileira durante uma vasta inflexão na história dos costumes, quando mudavam os padrões sociais de apreciação da nudez dos corpos, da pele morena e do calor tropical.


terça-feira, 28 de abril de 2015

"Já disse o poeta..."

.
Os redatores de Beira-Mar só tinham olhos para as banhistas jovens e belas. Mas as fotos do jornal praiano mostram que havia lugar ao sol para as banhistas que não correspondiam totalmente aos padrões de beleza feminina vigentes. 26 de janeiro de 1935, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 24 de abril de 2015

"Já disse o poeta..."

.
"Há em cada sorriso desses um carnaval de alegria e em cada olhar uma promessa linda que é sonho e realidade ao mesmo tempo...". 26 de janeiro de 1935, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 21 de abril de 2015

"Já disse o poeta..."

.
"... que a mulher diante do fotógrafo é como diante do espelho: mostra a beleza em pleno apogeu...". 26 de janeiro de 1935, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 17 de abril de 2015

"Vicente e Georgette"

.
Ilustração de anúncio dos cabeleireiros Vicente e Georgette, especialistas em "ondulação permanente". A banhista fala ao colega: "Ela não pode vir conosco, coitadinha, pois os cabelos dela não estão permanenteados." A moda feminina se ajustava à crescente demanda das praias de banho pelas cariocas. 19 de janeiro de 1935, p. 7. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 14 de abril de 2015

"Com 17 meses e já pratica o nudismo"

.
Gastão Raul, neto do jornalista Gastão Bousquet. Na época em que os banhistas aboliam o uso da camisa e as banhistas tentavam "maillots" cada vez mais decotados, o "nudismo" estava em pauta entre os praianos. 19 de janeiro de 1935, p. 5. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 10 de abril de 2015

"Um aspecto que é um tratado de psicologia..."

.
"Uma eternamente feminina, roupão, chapéu de abas largas... A outra ainda profundamente jovial, pyjama, peteca, chapeuzinho de marinheiro...". 29 de dezembro de 1934, p. 10. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 7 de abril de 2015

"Banho de sol"

.
"Na cidade, em toilette de passeio, todas procuram a sombra. Mas na praia, alongando-se na areia, as banhistas fazem questão dos banhos de sol prolongados, escaldantes. A moda é ter a pele curtida pela canícula, bem iodada". A mudança do costume ainda era interpretada, nessa década, como o advento de uma moda. 22 de dezembro de 1934, p. 32. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 3 de abril de 2015

"Nossas praias"

.
"A praia das Flechas, um dos recantos mais pitorescos do litoral niteroiense". Junto com Icaraí e Canto do Rio, essa pequena praia integrava o circuito balneário elegante prestigiado por Beira-Mar. 22 de dezembro de 1934, p. 19. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).