Théo-Filho era um dos escritores mais lidos no Brasil nos anos 20. Seus livros e crônicas, descrevendo a boemia parisiense e os vícios da elite brasileira, escandalizavam os moralistas. Consagrado muito cedo, o romancista-jornalista se voltou para o tema da praia no Rio de Janeiro. Entre 1925 e 1940, à frente do semanário Beira-Mar, Théo-Filho foi o intelectual que mais escreveu sobre assuntos balneários. Fez a apologia das banhistas, do bronzeamento, da exigüidade dos maiôs, do verão carioca, do turismo, dos esportes, do futebol na areia, dos clubes praianos e dos postos de salvamento de Copacabana, na época em que os banhos de sol se introduziam no repertório dos divertimentos ao ar livre. Théo-Filho produziu sua contribuição à praia de banhos brasileira durante uma vasta inflexão na história dos costumes, quando mudavam os padrões sociais de apreciação da nudez dos corpos, da pele morena e do calor tropical.


sexta-feira, 29 de maio de 2015

"Excursionando pelas montanhas de Copacabana"

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Sócios do Centro Excursionista Brasileiro, no topo do morro do Cantagalo. As "senhorinhas" Maria Braz da Cunha e Ecila Magalhães integravam o grupo. 6 de abril de 1935, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 26 de maio de 2015

"Excursionando pelas montanhas de Copacabana"

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"O morro do Cantagalo visto do lado do 'Caminho do Caniço'." Foto tirada em jornada promovida pelo Centro Excursionista Brasileiro, clube dedicado a desbravar a natureza em torno do Rio de Janeiro. 6 de abril de 1935, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 22 de maio de 2015

"Aniversário do Posto de Salvamento"

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Autoridades do Distrito Federal, governado por Pedro Ernesto, durante solenidade no Posto de Assistência de Copacabana, repartição a que estava subordinado o Serviço de Salvamento. Os seis postos de salvamento de Copacabana foram inaugurados em 1917, pelo prefeito Amaro Cavalcanti; o Posto de Assistência foi criado em 1922, pelo prefeito Carlos Sampaio. 30 de março de 1935, p. 12. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 19 de maio de 2015

"Os arranha-céus de Copacabana"

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Mesmo prédios de seis andares, como o Edifício Guahyra, eram considerados "arranha-céus". 2 de março de 1935, p. 2. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 15 de maio de 2015

"Cassino Balneário Atlântico"

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Vista observada do Cassino, às vésperas de sua inauguração. Legalizado pelo governo revolucionário, o funcionamento dos cassinos compunha uma estratégia de investimento no turismo que colocava Copacabana em evidência. 16 de fevereiro de 1935, p. 5. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 12 de maio de 2015

"Cassino Balneário Atlântico"

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"A imponente fachada do “Casino Balneario Atlantico”, que vai ser o centro máximo de diversões do Posto VI. Situado num dos melhores e mais pitorescos pontos da Avenida Atlântica – a antiga “Mére Louise”, de saudosa memória para os boêmios – o “Cassino Balneário Atlântico” ali se ergue como um ponto final de Copacabana". A instituição do cassino integrava o modelo balneário europeu que Théo-Filho defendia nas páginas de Beira-Mar. 16 de fevereiro de 1935, p. 5. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 8 de maio de 2015

"Percorrendo as praias cariocas"

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Assim Théo-Filho descreveu a praia de Ramos em 1935: "Praia rústica, é, no seu gênero, uma das melhores e é mesmo uma das mais freqüentadas entre todas as do Distrito Federal (...). É mansa, bem mansa mesmo, e está isenta da sujeira que lamentavelmente se vê no Caju. (...) Poderá até ser uma magnífica praia de banhos. Falta-lhe unicamente trato, um largo e contínuo trato dos poderes municipais. (...) Ela precisa não apenas que se bote abaixo o mato que a circunda, que se limpe a sua areia, que se esgotem as poças de lama que pululam em toda a sua extensão. (...) somos de parecer que a todas as praias, e não apenas as aristocráticas, a Municipalidade tem que prestar a sua assistência solícita". Leia mais no Capítulo 63. 16 de fevereiro de 1935, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 5 de maio de 2015

"Um pouco de Turismo para Copacabana"

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O governo brasileiro e o prefeito do Rio começaram a dar atenção oficial ao setor de turismo como parte de uma estratégia de desenvolvimento econômico. E o jornal praiano trabalhava para colocar Copacabana no centro dessa preocupação. Leia mais no Capítulo 57. 9 de fevereiro de 1935, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 1 de maio de 2015

"Um pouco de Turismo para Copacabana"

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"(...) Copacabana deve merecer um pouco mais de atenção dos que cuidam de nosso turismo. (...) Que tal, por exemplo, uns refletores elétricos no Posto 6 para banhos noturnos? (...) E ainda neste mesmo Posto 6 ou na Lagoa Rodrigo de Freitas, que efeito surpreendente não causariam ali nos moldes venezianos algumas gôndolas? (...) Números de danças no Posto 2. Incentivava-se o gosto pelos bailados. Um balneário em cada posto na areia como nas famosas praias americanas. (...)". Théo-Filho era tomado por esses delírios de grandeza a partir do modelo das praias dos países ricos do hemisfério norte. Leia mais no Capítulo 32. 9 de fevereiro de 1935, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).