Théo-Filho era um dos escritores mais lidos no Brasil nos anos 20. Seus livros e crônicas, descrevendo a boemia parisiense e os vícios da elite brasileira, escandalizavam os moralistas. Consagrado muito cedo, o romancista-jornalista se voltou para o tema da praia no Rio de Janeiro. Entre 1925 e 1940, à frente do semanário Beira-Mar, Théo-Filho foi o intelectual que mais escreveu sobre assuntos balneários. Fez a apologia das banhistas, do bronzeamento, da exigüidade dos maiôs, do verão carioca, do turismo, dos esportes, do futebol na areia, dos clubes praianos e dos postos de salvamento de Copacabana, na época em que os banhos de sol se introduziam no repertório dos divertimentos ao ar livre. Théo-Filho produziu sua contribuição à praia de banhos brasileira durante uma vasta inflexão na história dos costumes, quando mudavam os padrões sociais de apreciação da nudez dos corpos, da pele morena e do calor tropical.


terça-feira, 30 de junho de 2015

"Apartamentos Ferrini"

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Pátio interno. "(...) área aberta que deixava entrada livre à luz do sol, enchendo todos os lados internos do edifício duma beleza calma que nos faz lembrar o paraíso". Para atrair um público de alta classe média, era preciso se evitar a pecha de moradia coletiva, associada aos cortiços. Logo, os construtores se esmeravam no luxo das áreas comuns e na qualidade dos detalhes de acabamento, que lembravam a arquitetura dos palacetes. 25 de maio de 1935, p. 5. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 26 de junho de 2015

"Apartamentos Ferrini"

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Hall. Recursos que se tornariam itens obrigatórios eram apresentados como vantagens especiais: "Campainhas, com funcionamento direto em todas as portas de entrada dos apartamentos, onde também existem viseiras especiais de uso comum na Europa. Telefones em todos os andares, ligados à gerência, para serviços internos". 25 de maio de 1935, p. 5. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 23 de junho de 2015

"Apartamentos Ferrini"

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Entrada principal. "O tipo padrão de apartamento neste edifício é: duas salas, três quartos, sendo dois com comunicação. Quarto completo de banho, cozinha, copa com geladeira funcionando permanentemente, sem despesa para o inquilino, quer na conservação, quer no gasto do funcionamento. Filtros, cofre embutido na parede, quarto para empregada, com banheiro; área com tanque e condutor de lixo. Instalações interna de antena de terra e força, com eliminador de ruídos (estática). De qualquer apartamento avista-se o mar". 25 de maio de 1935, p. 5. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 19 de junho de 2015

"Apartamentos Ferrini"

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Vista geral do prédio, à rua Sá Ferreira, nº 12. "Quando se procurou erguer a lendária Torre de Babel, o intuito era alcançar o céu; hoje, dentro dos moldes da arquitetura moderna procura-se chegar à perfeição. Erguendo ninhos de águia, em cimento armado, vão os modernos trabalhadores do progresso, dia a dia, em estudos constantes, observando os menores detalhes de segurança, comodidade e higiene". 25 de maio de 1935, p. 5. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 16 de junho de 2015

"Edifício Alagoas"

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Entrada do prédio, à Rua Ministro Viveiros de Castro, nº 122. O proprietário e o editor do semanário Beira-Mar estavam ligados a grupos econômicos envolvidos na exploração do novo filão comercial que representavam os prédios de apartamentos. Não havia como negar elogios aos "arranha-céus" nas páginas do jornal: "Copacabana é um paraíso encantado onde os gigantes de cimento armado espetaram a bandeira rubra da conquista". Porém, é possível que pessoalmente estivessem afinados com uma reação conservadora de parte da elite "cilense" que via ameaçado o seu tradicional estilo de moradia. M. N. de Sá viveria até o fim de seus dias numa casa alugada à rua Barata Ribeiro. Théo-Filho viveria ainda por muito tempo em sua casa de dois andares à rua Montenegro (atual Vinicius de Moraes). 4 de maio de 1935, p. 4. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 12 de junho de 2015

"Edifício Alagoas"

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"O arranha-céu é o símbolo do progresso (...). Através dele o homem levanta a cabeça para as concepções grandiosas e sonha com um mundo de belezas inexcedíveis no triunfo monstruoso do gênio". Inicialmente manifestando desconfiança em relação ao novo padrão de residência chegado ao Brasil, Théo-Filho e Manoel Nogueira de Sá logo aderiram à arquitetura dos prédios de apartamentos. Leia mais no Capítulo 58. 4 de maio de 1935, p. 4. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 9 de junho de 2015

"Na praia onde a areia é capim..."

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Por essa época, o jornal Beira-Mar reclamava das autoridades um serviço de capinação para as areias da praia de Ipanema: "Parece até mentira que num país onde se fala tanto em turismo, e que tantas visitas ilustres recebe diariamente, se consinta em tamanho abandono uma praia das mais lindas do Distrito Federal e das mais conhecidas do Brasil". 20 de abril de 1935, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 5 de junho de 2015

"Excursionando pelas montanhas de Copacabana"

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"Ipanema, Leblon e um trecho da Lagoa Rodrigo de Freitas vistos do alto do morro do Cantagalo". 6 de abril de 1935, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 2 de junho de 2015

"Excursionando pelas montanhas de Copacabana"

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Croqui do morro do Cantagalo. A linha pontilhada assinala os caminhos percorridos pelos sócios do Centro Excursionista Brasileiro. Um grupo partiu da praça General Osório e outro seguiu pela rua Saint Roman. 6 de abril de 1935, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).