Théo-Filho era um dos escritores mais lidos no Brasil nos anos 20. Seus livros e crônicas, descrevendo a boemia parisiense e os vícios da elite brasileira, escandalizavam os moralistas. Consagrado muito cedo, o romancista-jornalista se voltou para o tema da praia no Rio de Janeiro. Entre 1925 e 1940, à frente do semanário Beira-Mar, Théo-Filho foi o intelectual que mais escreveu sobre assuntos balneários. Fez a apologia das banhistas, do bronzeamento, da exigüidade dos maiôs, do verão carioca, do turismo, dos esportes, do futebol na areia, dos clubes praianos e dos postos de salvamento de Copacabana, na época em que os banhos de sol se introduziam no repertório dos divertimentos ao ar livre. Théo-Filho produziu sua contribuição à praia de banhos brasileira durante uma vasta inflexão na história dos costumes, quando mudavam os padrões sociais de apreciação da nudez dos corpos, da pele morena e do calor tropical.


sexta-feira, 31 de julho de 2015

"A tarde ciclística de domingo último em Ipanema"

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O jornal praiano promovia, patrocinava e divulgava iniciativas desportivas em que participavam moradores da CIL (Copacabana, Ipanema, Leme e Leblon). 13 de julho de 1935, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 28 de julho de 2015

"Prova Ciclística Beira-Mar"

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"Senhorinha Olga Aguiar Neves, primeira inscrita na “Prova Ciclística Beira-Mar”, a realizar-se no dia 7 de julho". A participação na prática de esportes ao ar livre estimulava a afirmação da presença feminina nas ruas da cidade. 15 de junho de 1935, p. 3. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 24 de julho de 2015

"Edifício William"

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Situado à Avenida Rainha Elizabeth, nº 79. Uma nova coluna no semanário praiano - "Os grandes arranha-céus de Copacabana" - cuidava do elogio aos prédios de apartamentos recém-inaugurados no bairro, colocando em destaque as condições que asseguravam a distinção social exigida por um público de classe média alta, entre elas a vigência de um "regulamento rigoroso, que assegura[va] aos moradores uma vizinhança relacionada, assim como o máximo silêncio e tranqüilidade (...)". 8 de junho de 1935, p. 6. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 21 de julho de 2015

"Ultrajada a estética de Copacabana"

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"Calcule o leitor seis desses esqueletos vestidos de letras de todos os tamanhos e de todas as cores espalhados na Praia de Copacabana". Théo-Filho se insurgia contra as tentativas de usurpação da paisagem praiana promovidas pela publicidade. 8 de junho de 1935, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 17 de julho de 2015

"A carestia de vida"

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"Esta deliciosa pequena de Ipanema resolveu, à sua maneira, o problema da carestia de vida. Todas as manhãs vai pescar na Lagoa Rodrigo de Freitas. O peixe não lhe sabe tão caro como o pão. Não fosse ela um peixão!...". Práticas desportivas ao ar livre davam uma visibilidade inédita aos corpos femininos na grande cidade. 8 de junho de 1935, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 14 de julho de 2015

"Em Copacabana"

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Trecho da Avenida Atlântica quase todo tomado pelos "arranha-céus". 1º de junho de 1935, p. 3. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 10 de julho de 2015

"Aspectos do Torneio Início da LAFA"

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Posto 4 F. C., vice-campeão do torneio. 25 de maio de 1935, p. 10. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 7 de julho de 2015

"Aspectos do Torneio Início da LAFA"

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Time do "Esporte Club Posto 3". A partir dessa década, a grafia inglesa "sport" começou a ser substituída pela forma brasileira. 25 de maio de 1935, p. 10. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 3 de julho de 2015

"Aspectos do Torneio Início da LAFA"

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O público deste torneio da Liga de Amadores de Foot-ball na Areia foi estimado, possivelmente com exagero, em três mil pessoas, pela redação de Beira-Mar. 25 de maio de 1935, p. 10. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).