Théo-Filho era um dos escritores mais lidos no Brasil nos anos 20. Seus livros e crônicas, descrevendo a boemia parisiense e os vícios da elite brasileira, escandalizavam os moralistas. Consagrado muito cedo, o romancista-jornalista se voltou para o tema da praia no Rio de Janeiro. Entre 1925 e 1940, à frente do semanário Beira-Mar, Théo-Filho foi o intelectual que mais escreveu sobre assuntos balneários. Fez a apologia das banhistas, do bronzeamento, da exigüidade dos maiôs, do verão carioca, do turismo, dos esportes, do futebol na areia, dos clubes praianos e dos postos de salvamento de Copacabana, na época em que os banhos de sol se introduziam no repertório dos divertimentos ao ar livre. Théo-Filho produziu sua contribuição à praia de banhos brasileira durante uma vasta inflexão na história dos costumes, quando mudavam os padrões sociais de apreciação da nudez dos corpos, da pele morena e do calor tropical.


sexta-feira, 27 de novembro de 2015

"Na Urca"

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Sim, madame, uma praia de banhos é um lugar público e seus freqüentadores estão sujeitos à observação dos outros, inclusive dos fotógrafos indiscretos... 26 de outubro de 1935, suplemento, p. 5. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 24 de novembro de 2015

"Na Urca"

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"Só numa sociedade na qual um alto grau de controle é esperado como normal, e na qual as mulheres estão, da mesma forma que os homens, absolutamente seguras de que cada indivíduo é limitado pelo autocontrole e por um rigoroso código de etiqueta, podiam surgir trajos de banho e esporte com esse relativo grau de liberdade": Norbert Elias, O Processo Civilizador, Jorge Zahar Editor, 1994, Volume I, p. 186. A praia da Urca já era freqüentada por banhistas antes da inauguração do Balneário, em 1925. 26 de outubro de 1935, suplemento, p. 5. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

"No Arpoador"

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Para desespero dos conservadores, o padrão de indumentária praiana no Rio de Janeiro acompanhava a tendência das praias "civilizadas" da Europa e dos Estados Unidos. 26 de outubro de 1935, suplemento, p. 4. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 17 de novembro de 2015

"Posto 6"

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A nova prática dos banhos de sol diversificou as formas de ocupação das praias e estendeu o horário de permanência dos banhistas. Agora havia tempo para leitura. 26 de outubro de 1935, suplemento, p. 3. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

"Posto 2"

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Os divertimentos ao ar livre - a vida esportiva, a freqüentação das praias, o passeio pelas avenidas - contribuíram para que "o belo sexo" ocupasse os espaços públicos e ganhasse visibilidade na grande cidade. 26 de outubro de 1935, suplemento, p. 3. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 10 de novembro de 2015

"Uma 'pose' que ninguém viu"

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Nos primeiros anos do banho de sol era comum as banhistas se deitarem diretamente sobre as areias. 26 de outubro de 1935, suplemento, p. 2. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

"Quando o sol está a pino"

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Fora das areias, a diminuição das roupas femininas ocorria mais lentamente. 26 de outubro de 1935, suplemento, p. 2. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 3 de novembro de 2015

"Quem será?"

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"Carmen ou Aurora Miranda? Mas o leitor inteligente logo dirá: Carmita". Carmem Miranda era já uma celebridade no começo dos Anos 30, quando participava da programação cultural dos clubes praianos de Copacabana. 26 de outubro de 1935, suplemento, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).