Théo-Filho era um dos escritores mais lidos no Brasil nos anos 20. Seus livros e crônicas, descrevendo a boemia parisiense e os vícios da elite brasileira, escandalizavam os moralistas. Consagrado muito cedo, o romancista-jornalista se voltou para o tema da praia no Rio de Janeiro. Entre 1925 e 1940, à frente do semanário Beira-Mar, Théo-Filho foi o intelectual que mais escreveu sobre assuntos balneários. Fez a apologia das banhistas, do bronzeamento, da exigüidade dos maiôs, do verão carioca, do turismo, dos esportes, do futebol na areia, dos clubes praianos e dos postos de salvamento de Copacabana, na época em que os banhos de sol se introduziam no repertório dos divertimentos ao ar livre. Théo-Filho produziu sua contribuição à praia de banhos brasileira durante uma vasta inflexão na história dos costumes, quando mudavam os padrões sociais de apreciação da nudez dos corpos, da pele morena e do calor tropical.


sexta-feira, 29 de abril de 2016

"Hora do 'flirt'... descanso..."

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O flerte era um dos temas preferidos de Beira-Mar, que se afirmava como o "jornal dos namorados". 21 de dezembro de 1935, p. 13. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 26 de abril de 2016

"Hora do 'flirt'... descanso..."

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"... Com a luz que do céu dimana / tudo é brilho e graça e encanto, / nessa hora, em Copacabana...". 21 de dezembro de 1935, p. 13. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 22 de abril de 2016

"A Praia Mulher"

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Num mundo da beleza feminina em ascensão, a praia ganhava uma importância crescente. Era sob o sol, nas areias e nas águas do mar, que as mulheres cultivavam a saúde do corpo. Com respaldo da medicina, estabelecia-se uma associação entre beleza, praia e saúde. Capítulo 82. Foto: 21 de dezembro de 1935, p. 9. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 19 de abril de 2016

"A Praia Mulher"

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As mulheres se valorizavam – e não apenas porque ingressassem na produção competindo com os homens em muitas funções sociais. Elas ganhavam um prestígio nunca experimentado até então, através da sua presença embelezadora no ambiente urbano. E a praia – numa capital litorânea como o Rio de Janeiro – teve substancial importância nesse processo. Capítulo 82. Foto: 21 de dezembro de 1935, p. 9. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 15 de abril de 2016

"A Praia Mulher"

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Todo o esforço das “sereias” em busca da beleza era correspondido pelos “tubarões”. As banhistas seminuas representavam um espetáculo avidamente apreciado pelo público masculino. Capítulo 82. Foto: 21 de dezembro de 1935, p. 9. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 12 de abril de 2016

"A Praia Mulher"

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A sociedade da época se encantava com uma incipiente emancipação feminina, num contexto de predominante subordinação social da mulher ao homem, em que o casamento era praticamente obrigatório, não havia a lei do divórcio, nem igualdade de direitos, nem produção industrial de anticoncepcionais. Capítulo 82. Foto: 21 de dezembro de 1935, p. 9. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 8 de abril de 2016

"A Praia Mulher"

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A identidade entre praia e mulher era um dos fundamentos da apologia do mundo balneário, que a estética do bronzeamento sedimentava. Capítulo 82. Foto: 21 de dezembro de 1935, p. 9. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 5 de abril de 2016

"Um pouco de sombra para Copacabana"

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O Posto 6, visto a partir do Clube dos Marimbás. Beira-Mar começava uma campanha pela arborização das praias oceânicas, colocando em evidência o "Posto das Amendoeiras", até então o único trecho da Avenida Atlântica protegido por sombra natural. 7 de dezembro de 1935, p. 12. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 1 de abril de 2016

"Copacabana, sonho estético do mar"

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"A alegria da praia na graça dos corpos esculturais". A beleza feminina, vestida de maiô, representava, aos olhos daquele tempo, uma prova do grau de civilização da capital brasileira. 30 de novembro de 1935, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).