Théo-Filho era um dos escritores mais lidos no Brasil nos anos 20. Seus livros e crônicas, descrevendo a boemia parisiense e os vícios da elite brasileira, escandalizavam os moralistas. Consagrado muito cedo, o romancista-jornalista se voltou para o tema da praia no Rio de Janeiro. Entre 1925 e 1940, à frente do semanário Beira-Mar, Théo-Filho foi o intelectual que mais escreveu sobre assuntos balneários. Fez a apologia das banhistas, do bronzeamento, da exigüidade dos maiôs, do verão carioca, do turismo, dos esportes, do futebol na areia, dos clubes praianos e dos postos de salvamento de Copacabana, na época em que os banhos de sol se introduziam no repertório dos divertimentos ao ar livre. Théo-Filho produziu sua contribuição à praia de banhos brasileira durante uma vasta inflexão na história dos costumes, quando mudavam os padrões sociais de apreciação da nudez dos corpos, da pele morena e do calor tropical.


sexta-feira, 29 de julho de 2016

"Um dos esqueletos..."

.
"... das torres de reclame de vida efêmera, agora removidos da praia". Praianos, indignados com a usurpação da paisagem, derrubaram torres de publicidade plantadas na areia. Leia mais no Capítulo 68. 25 de janeiro de 1936, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 26 de julho de 2016

"Entre as ondas do mar e os lampejos do sol"

.
Mais uma das "sereias que noivam com o sol. (...) A saúde e a eugenia já são duas respeitáveis preocupações". Antes da 2ª Guerra Mundial, os conceitos de "raça" e de "eugenia" eram aceitos pela ciência sem muita contestação. 18 de janeiro de 1936, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 22 de julho de 2016

"Entre as ondas do mar e os lampejos do sol"

.
Uma das "sereias que noivam com o sol. A crise não as deixa pensar em coisas menos graves. A saúde e a eugenia já são duas respeitáveis preocupações". Difundia-se entre as mulheres a noção de que cuidar da própria saúde era uma atitude patriótica. Foto: roupas de banho femininas de duas peças começavam a aparecer em Copacabana. 18 de janeiro de 1936, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 19 de julho de 2016

"Depois do ritual"

.
A participação na vida religiosa tradicionalmente mobilizava o público feminino a ganhar as ruas da cidade. 18 de janeiro de 1936, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 15 de julho de 2016

"Depois do ritual"

.
"Aos domingos a presença dessas fiéis ilumina encantadoramente aquela praça e as ruas adjacentes". 18 de janeiro de 1936, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 12 de julho de 2016

"Depois do ritual"

.
"Depois da missa na Matriz de Copacabana, a praça Serzedello Correa se movimenta com a presença de grupos de moças que voltam para o bulício da vida (...)". 18 de janeiro de 1936, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 8 de julho de 2016

"Cidade Maravilhosa"

.
"É a canção que corre, de boca em boca, num verdadeiro entusiasmo, afirmando que a cidade é mesmo maravilhosa. Tudo é cor, tudo é movimento, nesse ressurgimento de verdadeiro dinamismo, atordoando os utópicos, os pessimistas, os inimigos do Brasil. Não pode haver comunismo onde a terra é boa e o espírito democrático domina, num transbordamento excessivo. Os jornais anunciam diariamente festas de beneficência... O sr. Pedro Ernesto constrói albergues para os que não têm pão e cama; escolas para os filhos do pobre; hospitais para os infelizes, e tudo o mais pela felicidade dos brasileiros. As praias são maravilhosas, cheias de bom humor, onde ficam pobres e ricos. A Mme. Getúlio Vargas distribui brinquedos e roupas às crianças bem pobres. (...)". Este texto, de Mário do Amaral, membro do Cenáculo Fluminense de História e Letras, é sugestivo do clima em que vivia a cidade algumas semanas após a tentativa de golpe comunista, conhecida como a "Intentona". Tanto comunistas como católicos parece que concordavam com a oposição entre comunismo e assistência social... Dois meses depois o prefeito Pedro Ernesto seria preso sob a acusação de ser comunista... 11 de janeiro de 1936, p. 10. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 5 de julho de 2016

"Natação"

.
"Da esquerda para a direita, Ruth Behrensdorf, magnífica professora de natação e ex-aluna de Saito (...), Lynnéa Fligore, a esplêndida nadadora do Club de regatas Botafogo, e Isis Silva, ambas alunas de Ruth (...)". 11 de janeiro de 1936, p. 10. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 1 de julho de 2016

"Cascatinha"

.
A publicidade começava a associar a cerveja gelada ao calor das praias sob o novo regime dos banhos de sol. 11 de janeiro de 1936, p. 5. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).