Théo-Filho era um dos escritores mais lidos no Brasil nos anos 20. Seus livros e crônicas, descrevendo a boemia parisiense e os vícios da elite brasileira, escandalizavam os moralistas. Consagrado muito cedo, o romancista-jornalista se voltou para o tema da praia no Rio de Janeiro. Entre 1925 e 1940, à frente do semanário Beira-Mar, Théo-Filho foi o intelectual que mais escreveu sobre assuntos balneários. Fez a apologia das banhistas, do bronzeamento, da exigüidade dos maiôs, do verão carioca, do turismo, dos esportes, do futebol na areia, dos clubes praianos e dos postos de salvamento de Copacabana, na época em que os banhos de sol se introduziam no repertório dos divertimentos ao ar livre. Théo-Filho produziu sua contribuição à praia de banhos brasileira durante uma vasta inflexão na história dos costumes, quando mudavam os padrões sociais de apreciação da nudez dos corpos, da pele morena e do calor tropical.


terça-feira, 26 de setembro de 2017

"A Serra dos Órgãos"

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Vista da baía de Guanabara. 7 de novembro de 1936, p. 9. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

"O Rio visto de avião"

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Aterro da Ponta do Calabouço, que daria lugar ao Aeroporto Santos Dummont. Fotos aéreas sugeriam um novo modo de apreciação da cidade. 7 de novembro de 1936, p. 8. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 19 de setembro de 2017

"O Cruzeiro"

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Confiança e Boreal, fabricantes nacionais de “maillots” e roupas de banho. 7 de novembro de 1936, p. 7. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

"O Citro Bar Expresso do Posto 2"

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“(...) recomendamos aos nossos leitores este serviço que acaba de ser lançado em nossas praias, onde poderão tomar a melhor laranjada e outros refrigerantes como sorvetes, águas tônicas, salada de frutas, e saborear a nossa deliciosa laranja, a melhor fruta do mundo”. Na foto, a nova torre de vigilância do Posto II, recém inaugurada. Com instalação prevista para todas as torres, esses bares, porém, não chegaram a comemorar aniversário. Em 2017, quando os seis Postos de Salvamento de Copacabana completam seu primeiro centenário, pode ser oportuna a leitura dos Capítulos 31, 39, 61 e 73. Foto: 7 de novembro de 1936, p. 6. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 12 de setembro de 2017

"Sabonete Fêno de Chimène"

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Cada vez mais frequentemente, a publicidade de produtos de beleza feminina recorria à praia como cenário de suas fantasias de bem-estar. 7 de novembro de 1936, p. 5. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

"Clubes de Copacabana"

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O Clube dos Marimbás, recém inaugurado no Posto VI, projeto de Paulo Antunes Ribeiro. 7 de novembro de 1936, p. 5. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 5 de setembro de 2017

"Copacabana"

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Entre um mergulho e outro, dava tempo para colocar em dia os mexericos, bisbilhotices ou “potins” (termos que se usavam com freqüência para significar fofoca, fuxico). 7 de novembro de 1936, p. 3. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

"Copacabana"

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Até que se normalizasse o uso de esteiras e toalhas, o gosto pelo sol fez grudar muita areia sobre os corpos dos banhistas. 7 de novembro de 1936, p. 3. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 29 de agosto de 2017

"Copacabana"

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A praia quase deserta: tornavam-se raros os momentos como esse, durante o dia, em Copacabana. 7 de novembro de 1936, p. 3. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

"Copacabana"

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Sob os raios de sol, o novo costume praiano instituiu um espaço convidativo à expressão da alegria feminina. 7 de novembro de 1936, p. 3. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 22 de agosto de 2017

"Copacabana"

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O costume praiano mudou com muita velocidade: quinze anos antes, as banhistas não poderiam imaginar que se viria a freqüentar as areias de Copacabana com as pernas inteiramente de fora. 7 de novembro de 1936, p. 3. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

"Copacabana"

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Um tempo maior para ficar na praia, sob o sol, sugeria passatempos como a leitura. 7 de novembro de 1936, p. 3. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 15 de agosto de 2017

"Copacabana"

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Com o costume do bronzeamento, os banhistas passaram a ficar horas na praia e o guarda-sol se tornou um equipamento indispensável para proteger a pele. 7 de novembro de 1936, p. 3. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

"Beira-Mar"

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Na capa da edição especial de aniversário de Beira-Mar não podiam faltar referências às belas banhistas de Copacabana. (Os editores anunciavam o 15º aniversário da publicação, mas na verdade Beira-Mar completava apenas 14 anos de idade). 7 de novembro de 1936, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

"Beira-Mar"

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Praia e bronzeado. Os banhos de sol ajudaram a extinguir o preconceito que associava a pele bronzeada aos trabalhadores braçais, obrigados a desempenhar funções pouco prestigiadas, a céu aberto. 7 de novembro de 1936, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

"Beira-Mar"

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Com o recuo da polícia de costumes, a presença dos “maillots” se estendia das areias para o passeio da Avenida Atlântica. 7 de novembro de 1936, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 1 de agosto de 2017

"Beira-Mar"

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Praia e família. A noção de que as praias de banho se destinavam preferencialmente às famílias ajudou a legitimar as mudanças de costumes que desafiavam o conservadorismo pudico. 7 de novembro de 1936, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 28 de julho de 2017

"Beira-Mar"

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Praia e alegria. O gosto carioca pelas praias de banho ajudou a tornar anacrônico o repetido discurso segundo o qual o Rio de Janeiro era uma cidade triste, sem divertimentos. 7 de novembro de 1936, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 25 de julho de 2017

"Pitoresco aspecto da pedra da Itapuca..."

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“... e linda praia de Icaraí, o ponto preferido da sociedade de Niterói e dos turistas”. Itapuca era uma das predileções dos marinhistas, pintores e fotógrafos, desde o século XIX. 31 de outubro de 1936, p. 10. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 21 de julho de 2017

"Geladeiras e rádios"

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O novo hábito praiano do banho de sol repercutiu nos costumes de toda a sociedade, muito além do domínio das areias. A imagem sensual das mulheres jovens, em roupas cada vez mais curtas, servia já à publicidade de uma diversidade de produtos, cuja natureza nada tinha a ver com pernas de fora. 31 de outubro de 1936, p. 3. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 18 de julho de 2017

"O posto de gasolina..."

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“... da rua Siqueira Campos com Avenida Atlântica”. 31 de outubro de 1936, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 14 de julho de 2017

"O busto do rei Alberto"

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A homenagem ao rei Alberto I foi erguida por subscrição de moradores de Copacabana empenhados em manter a memória da histórica visita ao Brasil realizada em 1920 pelo soberano belga. Durante a sua estada no Rio de Janeiro, ele compareceu todos os dias ao banho de mar do Posto VI, para alegria dos praianos. Agora o busto ganhava seu lugar definitivo, na Avenida Rainha Elizabeth (esposa de Alberto I). Leia DONADIO, P. “Bom mesmo é banho de mar”. In: Revista de História da Biblioteca Nacional. Ano 3, nº 34, jul. 2008. p. 79-83. Foto: 17 de outubro de 1936, p. 3. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 11 de julho de 2017

"Ligando Ipanema ao Leblon"

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Finalização das obras de construção da “ponte das Garças”, mais uma sobre o canal da Lagoa Rodrigo de Freitas, ligando as avenidas Epitácio Pessoa e Borges de Medeiros. 17 de outubro de 1936, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 7 de julho de 2017

"Preparemos as praias para o verão que chega!"

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“Os trabalhos de reforma do asfalto da Avenida Atlântica, no posto 2 (...)”.17 de outubro de 1936, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 4 de julho de 2017

"Será retirado o relógio da estação de bondes?"

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“O relógio da estação de bondes de Copacabana é o mais antigo relógio do bairro. O serviço que ele presta aos praianos é imenso. Por ele todos se orientam, todos acertam seus relógios e estão sempre dentro da hora...”. A velha máquina pedia aposentadoria à Light, empresa dos bondes. 10 de outubro de 1936, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 30 de junho de 2017

"Cine Pirajá"

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Segundo cinema de Ipanema, recém-inaugurado pela empresa de Luiz Severiano Ribeiro. Em cartaz, “O galante Mr. Deeds”, de Frank Capra, lançado nesse mesmo ano. 26 de setembro de 1936, p. 5. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 27 de junho de 2017

"A Procissão Marítima"

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“... da Confederação Geral dos Pescadores, durante os festejos consagrados ao Dia do Pescador”, 29 de junho, dia de S. Pedro. 19 de setembro de 1936, p. 10. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 23 de junho de 2017

"Na Capital Portenha"

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“Eros Volusia, a melhor intérprete das danças brasileiras, atualmente obtendo (...) expressivo sucesso para o nome do Brasil artístico”. 19 de setembro de 1936, p. 10. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 20 de junho de 2017

"Elegância praiana"

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“Elegantíssimo maillot Luva, a malha por excelência, última criação da Fábrica Vencedor”. 19 de setembro de 1936, p. 10. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 16 de junho de 2017

"Estendendo a rede de esgotos para Ipanema"

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“O ambiente é de serviço, muito serviço! Manilhas, bombas elétricas, betoneiras, compressores, operários que caminham de um lado para outro, transportando peças, abrindo valas (...)”. 5 de setembro de 1936, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 13 de junho de 2017

"Club dos Caiçaras"

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Sede do clube da Lagoa Rodrigo de Freitas. 22 de agosto de 1936, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 9 de junho de 2017

"Teremos em breve um Metrô..."

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“...ligando Copacabana à Galeria Cruzeiro?” Enquanto ouviam a promessa de construção de um metropolitano carioca, capaz de fazer o trajeto entre a Praia e o Centro em oito minutos, os leitores de Beira Mar tinham de se consolar com esta foto da estação da Independência, do Metrô de Buenos Aires. Só em 1998 seria inaugurada a primeira estação metroviária de Copacabana, Cardeal Arcoverde. 15 de agosto de 1936, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 6 de junho de 2017

"Sport – Saúde – Beleza"

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“O salto alto dos sapatos ‘elegantes’ concorre poderosamente para o prejuízo da economia feminina (digo, fisiologia)”. Mas, como reconhecia Tarso Coimbra, redator da coluna feminina de Beira-Mar, “combater o que a mulher considera elegante, mesmo que lhe seja prejudicial, é tirar parte de sua ventura...”. 8 de agosto de 1936, p. 10. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 2 de junho de 2017

"O encanto dionisíaco das praias"

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“Por mais irritado que esteja o espírito, na praia tende a se refazer de bom humor e volta à normalidade, à calma primitiva”. A alegria era um argumento recorrente no discurso de apologia das praias. 1º de agosto de 1936, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 30 de maio de 2017

"O encanto dionisíaco das praias"

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“Copacabana é o sorriso melhor de boas vindas que temos para oferecer ao viajante”. Nos anos 30, Copacabana se afirmava como uma das principais atrações turísticas da capital brasileira. 1º de agosto de 1936, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 26 de maio de 2017

"Sport – Saúde – Beleza"

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Na estréia de sua coluna sobre educação física, o professor Tarso Coimbra reparava que “os veículos modernos, pela facilidade de transporte e conforto, evitam que se ande, concorrendo para a falta de movimento físico, atrofiando o corpo”. 25 de julho de 1936, p. 3. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 23 de maio de 2017

"Copacabana é a cidade dos arranha-céus"

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“Surgem por toda parte os arranha-céus em Copacabana. Do Leme à Igrejinha, a fisionomia da praia tem a cada dia novas facetas. Certas ruas do Leme dão a impressão de bairro nova-iorquino. Parece estar-se longe do Brasil. Agora os arranha-céus invadem as ruas transversais, na direção dos morros. Sobem as ruas que levam a Ipanema. Embelezam o Leblon. Copacabana, dentro de poucos anos, será uma cidade formidável, toda em cimento armado.” Leia mais no Capítulo 58. 25 de julho de 1936, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 19 de maio de 2017

"Sereias, musas praianas"

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Jovens banhistas eram referidas, nas páginas do católico jornal praiano, pelos epítetos de Sereias, Vênus, Ninfas, Ondinas etc. 18 de julho de 1936, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 16 de maio de 2017

"A esplêndida noite joanina..."

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“... no club de Waldemar Henriques Sá e José Napolitano [Oceano F. C.] revestiu-se de brilhantismo invulgar”. (antigo nome da rua Princesa Isabel). 11 de julho de 1936, p. 9. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 12 de maio de 2017

"Club de Regatas Botafogo"

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“Team vencedor do último match de volley-ball realizado no elegante ‘cercle’ da Rua Salvador Correa” (antigo nome da Avenida Princesa Isabel). 11 de julho de 1936, p. 3. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 9 de maio de 2017

"São Pedro entre os caipiras"

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“São Pedro foi festejadíssimo este ano. Uma multidão enternecedora de caipirinhas e jecas tomou conta da Cidade Maravilhosa. Em Copacabana, na residência do Comte. Octavio da Silveira Carneiro, festejou-se com muito entusiasmo a noite de São Pedro”. 11 de julho de 1936, p. 3. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 5 de maio de 2017

"Yachting"

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“Um lindo aspecto do içar das velas (...) por ocasião de um treino na Lagoa das Garças no cais do Club dos Caiçaras”. 11 de julho de 1936, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 2 de maio de 2017

"Comemorações do Dia do Pescador"

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“(...) o ministro Odilon Braga atirando o anzol ao mar, como augúrio de boas pescarias”. 11 de julho de 1936, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 28 de abril de 2017

"Comemorações do Dia do Pescador"

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“(...) a bênção do anzol, levada a efeito pelo bispo D. José Alves”. 11 de julho de 1936, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 25 de abril de 2017

"Comemorações do Dia do Pescador"

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“(...) a missa campal na rampa do Yacht Club”. 11 de julho de 1936, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 21 de abril de 2017

"Sports praianos"

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O “team” do Atlético Club Posto 3. 4 de julho de 1936, p. 3. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 18 de abril de 2017

"Sports praianos"

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“Duas lindas torcedoras”. 4 de julho de 1936, p. 3. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 14 de abril de 2017

"Sports praianos"

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Desfile de esportistas da LAFA nas areias de Copacabana. 4 de julho de 1936, p. 3. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

terça-feira, 11 de abril de 2017

"Sports praianos"

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Um grupo de “players” da Liga de Amadores de Futebol de Areia (LAFA). 4 de julho de 1936, p. 3. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).

sexta-feira, 7 de abril de 2017

"S. Ex. o Inverno e a festa dos Pescadores"

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Todo ano Beira-Mar apoiava a Festa dos Pescadores, realizada perto do 29 de junho. A Colônia Aymbire dava um aspecto “pitoresco” ao Posto VI. Leia mais no Capítulo 56. 4 de julho de 1936, capa. (Acervo Fundação Biblioteca Nacional).